Estudantes e professores da rede pública de ensino da Bahia conheceram de perto os projetos finalistas da segunda edição do Prêmio EcoInovar 2026, iniciativa do Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE. A exposição dos trabalhos foi realizada na tarde desta quarta-feira, 16, na Casa Rosa, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, e reuniu as seis equipes finalistas da premiação.
Criado para estimular a produção científica, a criatividade e o protagonismo estudantil, o Prêmio EcoInovar 2026 mobilizou escolas das redes municipal e estadual da Bahia para elaboração de soluções sustentáveis relacionadas às características e necessidades de seus territórios.
Ao longo da tarde, os visitantes puderam conhecer as pesquisas desenvolvidas pelas escolas, conversar com os estudantes e professores responsáveis pelos projetos e trocar experiências. A atividade também proporcionou um espaço de interação entre as equipes.
A experiência de conhecer os projetos também chamou a atenção dos estudantes que participaram da visitação. Para Alice Dantas, de 15 anos, aluna do 1º ano do ensino médio, o contato com as iniciativas ampliou seu interesse por soluções sustentáveis desenvolvidas no ambiente escolar.
“Foi a primeira vez que vi um projeto como esse e o que mais chamou minha atenção foi o Ecobloco Vivo, porque ele é sustentável e, além disso, pode ser muito funcional nas casas e nas comunidades. Ele pode ajudar no conforto térmico e contribuir para reduzir os impactos do aquecimento global. Também gostei bastante do projeto sobre plantas medicinais e sabão ecológico, achei muito interessante”, disse.
Conheça as categorias
Nesta edição, os trabalhos finalistas foram organizados em duas categorias temáticas, que contemplam diferentes desafios relacionados à sustentabilidade e às realidades vivenciadas pelas comunidades escolares.
A categoria “Educação ambiental, cidadania e direito ao saneamento básico”, reuniu projetos científicos relacionados à educação ambiental, ao saneamento básico e aos impactos desses temas na qualidade de vida da população. Integram esse grupo os projetos:’Entre Velas e Sabão: tecnologia social para educação ambiental, economia circular e direito ao saneamento básico’; ‘Pescadores e Marisqueiras nas Redes e nas Ondas da Tecnologia Digital’; e ‘Saberes da Comunidade e Sustentabilidade: das plantas medicinais ao sabão ecológico’.
Já a categoria “Minha Escola Sustentável: energia para o futuro”, dedicou propostas relacionadas à eficiência energética, energias limpas e renováveis e ao uso consciente de recursos no ambiente escolar. Os finalistas são: ‘Ecobloco Vivo: desenvolvimento de bloco sustentável de baixo custo com autorregulação térmica e reaproveitamento de resíduos orgânicos’; ‘Horta Pedagógica Sustentável com Estufa e Irrigação por Gravidade’; e ‘Memória Verde do Aviário: etnobotânica, saberes tradicionais e educação ambiental no CETIFS’.
Em comum, as iniciativas mostraram como questões identificadas no cotidiano das escolas e das comunidades puderam se transformar em objetos de pesquisa e dar origem a soluções desenvolvidas pelos próprios estudantes.
Para Anna Clara Eleutério, oficineira de marketing do Colégio Estadual Helena Magalhães, a visitação pode funcionar como um incentivo para que os estudantes se aproximem da ciência e levem novas ideias para suas escolas.
“É um meio de incentivo, porque os estudantes precisam cada vez mais desse estímulo para se inserirem na ciência e estarem presentes nesse campo, trazendo novas perspectivas sobre o mundo e sobre o que podem agregar à sociedade. Estar aqui, conhecer outros projetos e compartilhar essa experiência com os colegas é uma forma de incentivar a ciência dentro das escolas”, afirmou.
Segundo Anna Clara, a participação no prêmio também pode gerar aprendizados que serão incorporados ao cotidiano do colégio.
“Uma das principais experiências que o Helena pode levar é a possibilidade de agregar cada vez mais a ciência ao cotidiano escolar, aproximando a ecologia, a inovação e a tecnologia dos espaços e projetos da escola. Com certeza, essa experiência será levada para dentro da unidade e poderá contribuir para que os estudantes sejam cada vez mais protagonistas e atentos ao cuidado com as pessoas e com o ambiente”, destacou.
Comissão avaliadora
Além da visitação, a programação contou com a apresentação dos trabalhos finalistas à comissão avaliadora especializada, que realizou a avaliação dos projetos durante a própria exposição. As equipes tiveram a oportunidade de detalhar as pesquisas, explicar as etapas de desenvolvimento e apresentar os resultados e impactos esperados para cada iniciativa.
A avaliação realizada pela comissão durante a exposição será somada à pontuação obtida na etapa da tutoria pedagógica. A soma das duas notas definirá a classificação final dos projetos e os vencedores do primeiro, segundo e terceiro lugares. Os vencedores receberão recursos para a implementação, continuidade ou ampliação das iniciativas. O primeiro colocado receberá R$ 5 mil, o segundo, R$ 3,5 mil, e o terceiro, R$ 2 mil.
A cerimônia de premiação será realizada ainda nesta quarta-feira, 16, a partir das 18h, também na Casa Rosa Salvador. O acesso à solenidade será restrito aos estudantes e professores finalistas e aos convidados do evento.