Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, voltou a aparecer no cenário eleitoral para pedir votos para o senador, candidato do PL à Presidência da República. O movimento ocorre enquanto o nome de Queiroz volta a ser citado em reportagens sobre o caso das chamadas “rachadinhas” e outras investigações envolvendo sua trajetória política.
Queiroz ficou conhecido nacionalmente após a divulgação de movimentações financeiras consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), identificadas quando ele trabalhava no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O episódio deu origem à investigação sobre um suposto esquema de devolução de parte dos salários de funcionários, acusação que Flávio sempre negou.
Em 2026, o assunto voltou ao noticiário após novas informações sobre as relações financeiras de Queiroz. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, ele recebeu R$ 6,3 mil, em 2017, de uma empresa de estética que, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, teria sido utilizada em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao ex-PM Adriano da Nóbrega. Queiroz afirmou que não é investigado no caso e pediu que o deixassem em paz.
Apesar da repercussão do caso, a relação entre Queiroz e Flávio Bolsonaro continuou ao longo dos anos. Em 2024, o senador chegou a participar de uma agenda em Saquarema (RJ) para pedir votos para o ex-assessor, que disputava uma vaga de vereador.
Agora, com a campanha presidencial de 2026 em andamento, Queiroz novamente passou a defender publicamente o voto em Flávio. A retomada da exposição acontece em um momento no qual episódios ligados ao passado do senador voltaram ao debate eleitoral.
O caso das “rachadinhas” teve suas investigações encerradas após decisões judiciais que afetaram as provas utilizadas pelo Ministério Público. Flávio Bolsonaro nega ter cometido irregularidades e classifica as acusações como parte de uma narrativa política. Em abril de 2026, o senador voltou a tratar o episódio como uma questão superada e afirmou que Queiroz tinha autonomia no gabinete.
A nova participação de Queiroz na campanha recoloca no centro do debate uma relação que marcou a trajetória política de Flávio Bolsonaro desde antes de sua chegada ao Senado.
Com informações da Revista Fórum