Derrotada na final da Copa do Mundo de 2026, a Argentina vive uma crise institucional em relação à presidência da AFA (Associação do Futebol Argentino). Isso porque o presidente da entidade, Chiqui Tapia, enfrenta acusações de lavagem de dinheiro e desvio de recursos de contratos de patrocínios.
Nesta semana, antes do retorno da seleção argentina para Buenos Aires no dia 20 de julho, o FBI confiscou os celulares de Chiqui Tapia em Nova York.
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De acordo com o portal argentino Infobae, além de Chiqui Tapia, Pablo Toviggino, tesoureiro da AFA, e os empresários Diego Lucero e Javier Faroni também tiveram seus pertences confiscados pelo FBI. O presidente da AFA e Toviggino são investigados por fraude e peculato.
Segundo a entidade, no entanto, nenhum celular de Chiqui Tapia foi apreendido durante a operação: “É absolutamente falso”.
Entenda o caso
Chiqui Tapia e Pablo Toviggino foram intimados pelas autoridades dos Estados Unidos pelo suposto desvio de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão) através de empresas de fachada.
Uma dessas empresas é a TourProdEnter, que possui sede no estado da Flórida, nos Estados Unidos. A companhia é apontada como a principal empresa para Chiqui Tapia lavar dinheiro, desviando recursos de contratos de patrocínios. Ela foi criada pelo empresário Javier Faroni, que também foi alvo do mandado de busca e apreensão do FBI.
Os dirigentes da Associação de Futebol Argentino devem comparecer no Tribunal Distrital da Flórida no dia 30 de julho.