ChatGPT, Meta AI e Google Gemini consolidam-se como os softwares de Inteligência Artificial mais conhecidos na Bahia. Segundo dados exclusivos da pesquisa AtlasIntel/A TARDE, realizada entre 20 e 25 de março com 1.718 entrevistados, essas ferramentas, ligadas a marcas consolidadas, lideram o reconhecimento do público baiano, estabelecendo um novo padrão de consumo digital no estado.
O levantamento revela um abismo de lembrança entre as ferramentas líderes e as demais opções do mercado:
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O “Top 3” (Líderes de Mercado):
- ChatGPT: 74,7% (Liderança isolada)
- Meta AI: 52%
- Google Gemini: 45,7%
Ferramentas de Médio e Baixo Alcance:
- Grok: 19,5%
- Microsoft Copilot: 16,4%
- Perplexity: 10,3%
- Claude: 7,5%
Isso se deve, primeiro ao pioneirismo e, num segundo momento, à disponibilização das ferramentas em plataformas utilizadas em larga escala, caso do Gemini, com o Google, e da Meta, Inteligência Artificial incorporada ao WhatsApp.
O termo inteligência artificial foi citado pela primeira vez por Alan Turing por volta de 1950. Desde então esse tem sido um assunto estudado dentro da comunidade
Elvis explica que o formato que conhecemos atualmente, utilizando a tecnologia GPT (Generative Pre-Trained Transformer, ou transformador generativo pré-treinado) é recente, de um artigo de 2017.
“A OpenAI, dona do ChatGPT, foi quem transformou o modelo conceitual em realidade e isso fez com que de fato ela ficasse à frente das demais, popularizando o modelo incluindo o termo inclusive em seu nome”.
Por isso, para a população de forma geral, quando se fala em IA, o primeiro nome que vem à mente é o ChatGPT.
“Com relação ao ChatGPT, toda estratégia que consegue se popularizar, vira sinônimo, como ‘mandar um zap’, por exemplo. O ChatGPT foi o primeiro a se popularizar e muitas vezes a pessoa está usando Gemini achando que é o ChatGPT, acrescenta Yuri Almeida, professor de redes sociais e analista da Labcaos marketing político.
O ChatGPT popularizou o conceito de IA, da mesma forma que o Google fez com a busca e o Facebook fez com as redes e mídias sociais. No início, Google era quase “sinônimo” de internet.
Além disso, essas ferramentas lideram porque já estão integradas ao dia a dia das pessoas, como buscadores, WhatsApp e redes sociais. Mas isso é a ponta do iceberg, existe muito, muito espaço para crescimento de outras soluções”, pondera Léo Villanova, publicitário e estrategista de comunicação e IA aplicada aos negócios.
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Elvis explica que Meta e Google já estão no nosso ecossistema de ferramentas usadas no dia a dia, como WhatsApp e Gmail, o que justificaria o alto índice de citações na pesquisa. Ele cita outras ferramentas de IA que também pertencem a ‘big techs’, mas reforça que é difícil romper a bolha.
“Existem a Grok (IA de Elon Musk, da Tesla e SpaceX), tem também o Claude da Anthropic (composta por uma equipe de engenheiros que saíram da OpenAI). Além dessas, existem diversas outras que utilizam de certo modo arquiteturas similares. Espaço para novas sempre vai ter, mas lutar contra essas grandes é extremamente complicado, é um mercado muito competitivo”, reconhece.
O acesso restrito às IA´s mais conhecidas impede que o usuário conheça outras ferramentas, algumas com demandas específicas, argumenta Yuri. “As ferramentas se adaptam ao uso, ainda estamos muito aquém do que a IA pode entregar. Há um universo a ser explorado. No fim das contas ficamos restritos às mais conhecidas”, lamenta.