Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, voltou ao centro do debate sobre o futuro do serviço público ao defender mudanças na estrutura do Estado, com maior utilização de tecnologia e inteligência artificial. As declarações levantaram questionamentos sobre os impactos das propostas para a realização de concursos públicos no país.
O plano de governo de Flávio Bolsonaro prevê reduzir cargos comissionados e despesas administrativas, além de cortar pelo menos dez ministérios. O documento também propõe dar continuidade à reforma administrativa, ampliar a digitalização dos serviços públicos e utilizar inteligência artificial na prestação de serviços à população.
Em relação aos concursos públicos federais, o plano não apresenta previsão de novas vagas nem estabelece um calendário para futuras seleções. Também não detalha mudanças específicas sobre salários, estabilidade ou progressão funcional dos servidores. A ausência dessas informações mantém em aberto como a proposta poderá afetar quem estuda para ingressar na carreira pública.
Outro ponto defendido pela equipe econômica é a revisão das empresas estatais. Daniella Marques já mencionou a possibilidade de avaliar mais de 20 empresas públicas para decidir quais deveriam ser mantidas, reestruturadas ou liquidadas. Entre os exemplos citados está o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC). O Banco do Brasil também foi mencionado para revisão, enquanto a Caixa Econômica Federal ficaria fora desse processo, segundo a coordenadora.
Apesar das discussões sobre redução da máquina pública e ampliação do uso de tecnologia, não há, nas informações disponíveis sobre o plano de governo, uma proposta explícita de acabar com os concursos públicos. O que está previsto é uma reestruturação administrativa, sem detalhamento sobre a quantidade de servidores que seriam contratados ou sobre a frequência de novas seleções federais.
O tema interessa especialmente aos concurseiros, já que mudanças nas despesas, na organização dos órgãos e na adoção de inteligência artificial podem influenciar o planejamento do funcionalismo. Até o momento, porém, não há um cronograma apresentado pela campanha que permita identificar como seriam realizadas futuras contratações no serviço público federal.
Com informações da Revista Fórum