O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reconheceu votar contra a ampliação da licença-maternidade para servidoras públicas do Rio de Janeiro, em 2009. Durante o debate presidencial da TV Globo, nesta sexta-feira, 23, ele afirmou que hoje teria uma posição diferente sobre o tema, mas não apresentou um pedido de desculpas pela decisão.
A declaração ocorreu ao comentar o voto contrário à proposta que ampliava de quatro para seis meses o período de afastamento das servidoras após o nascimento dos filhos. Na época, Flávio exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e foi o único parlamentar a votar contra a medida.
A proposta era uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria do então deputado estadual Marcelo Freixo, que recebeu 54 votos favoráveis. Durante a discussão, em abril de 2009, Flávio argumentou que a ampliação do benefício poderia prejudicar as mulheres no mercado de trabalho.
“Isso faz bastante tempo, e, na época, eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres pudessem arrumar emprego. Eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca eu sei da importância de a mãe estar perto do filho por até mais de 180 dias, se possível. Então, de verdade, eu hoje votaria completamente diferente, candidato.”