Flávio Bolsonaro anuncia recrutamento de fiscais e volta a atacar urnas eletrônicas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que pretende recrutar voluntários para atuar na fiscalização das urnas eletrônicas durante as eleições de 2026. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo na noite desta quinta-feira (17).


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Segundo Flávio, a campanha deverá criar um site para que interessados possam se inscrever. Os participantes passariam por um processo de seleção, credenciamento e orientação para acompanhar a votação, especialmente no momento do encerramento das urnas.

Durante a live, o candidato afirmou que pretende ter pessoas ligadas à sua campanha espalhadas pelo país. Segundo ele, o objetivo seria evitar situações como eleitores votando no lugar de outras pessoas e outras possíveis irregularidades durante a votação.

A proposta ocorre em meio às críticas que Flávio tem feito ao sistema eletrônico de votação. Em julho, durante um encontro com representantes diplomáticos, ele apresentou uma informação falsa sobre a origem das urnas utilizadas no Brasil e também defendeu a presença de observadores estrangeiros nas eleições.

A Justiça Eleitoral mantém mecanismos de fiscalização e auditoria do sistema de votação. De acordo com o TSE, os códigos-fonte dos sistemas eleitorais ficam disponíveis para inspeção antes das eleições, enquanto o processo de fiscalização é regulamentado por normas específicas.

No dia da votação, também são realizados procedimentos de verificação, incluindo testes de integridade em urnas sorteadas, emissão da zerésima antes do início da votação e divulgação do boletim de urna ao final da apuração em cada seção.

A iniciativa anunciada por Flávio também remete a uma estratégia utilizada por seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2022, quando apoiadores foram mobilizados para atuar como fiscais. Na ocasião, o então presidente fez repetidos questionamentos sobre o sistema eletrônico de votação.

As eleições gerais de 2026 estão marcadas para 4 de outubro. O eventual trabalho de fiscais partidários e de campanha deverá seguir as regras estabelecidas pela legislação eleitoral e pela Justiça Eleitoral.

Com informações do DCM



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