O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (30) que não permitirá uma eventual intervenção dos Estados Unidos no Brasil caso seja eleito. A declaração foi dada durante entrevista à Record, na qual o senador apresentou propostas para a área de segurança pública e explicou como pretende conduzir uma possível cooperação com o governo norte-americano.
Segundo Flávio, a participação dos Estados Unidos no combate ao crime organizado no Brasil ficaria limitada a acordos de cooperação. Entre as medidas citadas estão o compartilhamento de informações de inteligência e o rastreamento de recursos financeiros relacionados ao narcotráfico e ao crime organizado.
O candidato afirmou que a responsabilidade pela segurança do território brasileiro permaneceria com as forças nacionais. Ele defendeu a atuação conjunta do Exército, da Marinha e da Aeronáutica com as forças de segurança estaduais para enfrentar organizações criminosas.
“Não vou permitir intervenção americana no Brasil”, declarou Flávio durante a entrevista.
O senador também foi questionado sobre uma publicação feita por ele em outubro de 2025, na qual compartilhou uma postagem do secretário de Defesa dos Estados Unidos sobre operações contra embarcações suspeitas de transportar drogas.
Flávio afirmou que a publicação tinha como objetivo fazer uma comparação com a situação da segurança pública no Rio de Janeiro. Segundo ele, a postagem não representava um pedido para que os Estados Unidos realizassem uma ação militar em território brasileiro.
Durante a entrevista, o candidato voltou a defender o endurecimento das medidas contra organizações criminosas. Ele afirmou que pretende classificar grupos criminosos como organizações terroristas logo no início de um eventual governo.
A proposta faz parte de uma plataforma de segurança que prevê mudanças na legislação penal e maior integração entre órgãos brasileiros e governos estrangeiros no combate ao tráfico internacional.
Flávio também mencionou o projeto denominado “Escudo das Américas”, que prevê uma articulação entre países do continente para combater o tráfico internacional de drogas e armas.
A proposta de cooperação internacional, segundo o candidato, teria como foco o compartilhamento de informações, o combate às estruturas financeiras do crime organizado e o monitoramento das rotas utilizadas pelo tráfico.
Apesar de defender uma aproximação com os Estados Unidos na área de segurança, Flávio afirmou que qualquer atuação estrangeira deverá respeitar a soberania brasileira e que operações militares no país permaneceriam sob responsabilidade das instituições nacionais.
Com informações do Portal Chico Sabe Tudo