O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que não colocou em dúvida a segurança do sistema eleitoral brasileiro após a repercussão de declarações feitas durante um encontro com diplomatas estrangeiros em Brasília. Em nota divulgada nesta terça-feira (22), o parlamentar sustentou que apenas defendeu o envio de observadores internacionais para acompanhar as eleições de 2026 e negou ter atacado as urnas eletrônicas.
A manifestação ocorreu depois de Flávio afirmar, no evento, que as urnas utilizadas no Brasil teriam a mesma origem da empresa venezuelana Smartmatic. A informação já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que esclarece desde 2017 que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ao país. Segundo a Justiça Eleitoral, a empresa teve contratos apenas para serviços de tecnologia e transmissão de dados, sem participação na fabricação ou programação dos equipamentos utilizados nas eleições brasileiras.
Na nota, o senador declarou que “não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro” e afirmou que o convite para a presença de observadores internacionais segue uma prática adotada em diversas democracias. Flávio também defendeu que especialistas estrangeiros acompanhem o processo eleitoral como forma de reforçar a transparência do sistema.
O encontro reuniu representantes diplomáticos de 42 países e foi promovido pelo portal The Brazilian Report em parceria com a agência Novo Selo Comunicação. Durante o discurso, Flávio também mencionou documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos sobre o sistema eleitoral venezuelano antes de citar a Smartmatic, o que ampliou a repercussão de suas declarações.
O episódio gerou comparações com a reunião realizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022, quando foram apresentados questionamentos, sem provas, sobre o sistema eleitoral brasileiro. Na ocasião, o Tribunal Superior Eleitoral entendeu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, decisão que contribuiu para a declaração de inelegibilidade do ex-presidente.
Com informações do DCM