Flávio Bolsonaro saiu do Brasil em pânico, diz jornal argentino

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O ex-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) teria deixado o Brasil em meio a momentos de tensão e nervosismo. A informação foi publicada pelo jornal argentino Clarín neste domingo, 1º.

De acordo com as informações, autoridades que acompanharam a operação relataram que o parlamentar estava “em pânico” e “muito agitado” durante o trajeto que o levou até Miami, nos Estados Unidos.

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O senador saiu do Brasil no dia 27 de outubro, dois dias após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026 e teria demonstrado preocupação diante das dificuldades enfrentadas para deixar o território brasileiro.

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A viagem também teria envolvido uma articulação de autoridades argentinas, com participação direta do presidente Javier Milei.

Senador enfrentou dificuldades para deixar o Brasil

De acordo com o Clarín, pessoas envolvidas na operação descreveram o estado emocional do senador como bastante alterado. “Ele estava muito, muito agitado”, afirmaram as fontes ouvidas pelo jornal.

Ainda segundo os relatos, Flávio queria apenas conseguir embarcar na aeronave e deixar o país acompanhado da esposa e dos filhos.

A saída teria enfrentado obstáculos. O proprietário de uma das aeronaves inicialmente contratadas se recusou a transportar o senador até a fronteira. Também houve resistência entre os responsáveis pelo deslocamento terrestre até a província argentina de Misiones, que faz divisa com o Sul do Brasil.

A situação teria ficado ainda mais delicada depois que o plano de viagem vazou.

Milei teria participado da articulação

A reportagem do Clarín também detalha a participação do presidente argentino Javier Milei na entrada de Flávio Bolsonaro no país.

Segundo o jornal, Milei conversou diretamente com seu assessor Santiago Caputo, que teria se oferecido para ir pessoalmente à região da fronteira e acompanhar a operação.

O chefe do serviço de inteligência argentino (SIDE), Cristian Auguadra, também teria participado da articulação. Na noite anterior, ele teria comunicado às autoridades da província de Misiones sobre uma operação da agência no aeroporto de Foz do Iguaçu, no Paraná, sem mencionar que Flávio Bolsonaro estaria envolvido.



Fonte: A Tarde

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