Foliões reforçam necessidade de respeito nas ruas durante a folia. –
No meio da multidão que toma conta do Carnaval de Salvador em 2026, a palavra de ordem vai além da festa, da música e da celebração da diversidade: respeito. Entre trios elétricos e encontros nas ruas da capital baiana, foliões LGBT reforçam que o “não” precisa ser entendido e aceito, independentemente de gênero ou orientação sexual.
Servidor público em Sergipe, Flávio Fonseca chama a atenção para o caráter legal e moral da questão. “O respeito é um princípio basilar. Se você respeita o outro, vai respeitar em todos os aspectos, principalmente na questão do assédio, que hoje é caracterizado como crime”, afirma. Para ele, embora as mulheres sejam as maiores vítimas, homens também enfrentam situações de insistência e constrangimento. “Muitas vezes, as pessoas não têm o hábito de respeitar limites — nem os próprios, nem os do outro”, pontua.
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Flávio relata que, neste ano, não presenciou episódios de desrespeito, mas reforça o alerta. “Espero não vivenciar isso até o fim da festa. Desejo que as pessoas tenham mais respeito pelo outro, porque isso é a chave para qualquer festa ser realmente maravilhosa.”
Veterinário e em seu sexto ano consecutivo na folia soteropolitana, Dimas Ladeia destaca que o debate ainda é mais associado às mulheres, mas precisa incluir os homens. “A questão do respeito é primordial em qualquer âmbito. A partir do momento em que você não quer algo, não é obrigado a fazer por causa do outro”, diz.
Segundo ele, embora a incidência seja menor entre homens, situações de insistência existem e podem gerar constrangimentos e até conflitos. “Se a pessoa não tem interesse, isso não significa que você precise forçar algo”, ressalta.