Já são quase quarenta anos sem que a África visse uma corrida de Fórmula 1 – mas a saudade está prestes a terminar. A Fórmula 1 vai voltar a ter uma corrida no continente africano depois de quase quatro décadas de ausência.
A categoria confirmou, nesta terça-feira, 13, um acordo de dez anos com Ruanda para a realização do Grande Prêmio da África, em um novo circuito que será construído nos arredores de Kigali, capital do país.
A estreia ainda não tem data definida, mas a expectativa é que a prova entre no calendário no início da próxima década, entre 2030 e 2031, a depender do andamento das obras e da homologação da pista.
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Novo circuito será construído perto de Kigali
O projeto prevê a construção de um circuito permanente em Bugesera, região localizada a cerca de 40 quilômetros de Kigali. A pista receberá o nome de Rwanda International Circuit e será uma das peças centrais do plano do país para entrar no mapa dos grandes eventos esportivos internacionais.
O traçado foi desenvolvido pelo ex-piloto de Fórmula 1 Alex Wurz, em parceria com o escritório de Hermann Tilke, engenheiro responsável por vários circuitos modernos utilizados pela categoria.
A ideia é criar uma pista com curvas de média e alta velocidade, inspirada em autódromos tradicionais do automobilismo, mas adaptada às exigências atuais da Fórmula 1.

África não recebe corrida desde 1993
A última etapa da Fórmula 1 no continente africano foi disputada em 1993, no Grande Prêmio da África do Sul, em Kyalami. Na ocasião, o francês Alain Prost, então piloto da Williams, venceu a corrida.
A África do Sul recebeu provas válidas pelo Mundial em diferentes períodos entre 1962 e 1993. Desde então, porém, nenhuma corrida da categoria foi realizada no continente.
Nos últimos anos, a Fórmula 1 vinha estudando alternativas para retomar a presença africana no calendário. Projetos na própria África do Sul e também no Marrocos chegaram a ser discutidos, mas Ruanda avançou nas conversas e fechou o acordo de longo prazo.

Expansão global da categoria
A confirmação do GP em Ruanda faz parte do movimento recente da Fórmula 1 para ampliar sua presença em mercados estratégicos e tornar o calendário mais global. A volta à África era tratada internamente como um passo importante, já que o continente era o único sem uma etapa no Mundial.
Apesar do anúncio, a entrada definitiva da corrida no calendário ainda dependerá da construção do autódromo dentro dos padrões exigidos pela FIA e da definição do ano de estreia.
Com o acordo, Ruanda se prepara para receber a Fórmula 1 e recolocar a África no circuito da principal categoria do automobilismo mundial pela primeira vez desde 1993.