Golpe do zap: Usuários são alvo de fraudes que imitam sites oficiais do governo e aplicam cobranças financeiras

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Usuários de aplicativos de mensagens têm sido alvo de um golpe que utiliza textos com ameaça de bloqueio de CPF e execução judicial para induzir pagamentos indevidos. As mensagens, enviadas principalmente pelo WhatsApp, informam supostas pendências na Dívida Ativa da União, alertam para possível bloqueio de contas bancárias e oferecem descontos de até 65% para “regularização imediata”.

O conteúdo inclui um link que direciona a vítima para uma página semelhante ao portal oficial do governo federal, com aparência inspirada no Gov.br e, em alguns casos, já exibindo dados como nome completo e CPF da pessoa.

De acordo com a Receita Federal do Brasil e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), trata-se de fraude. Os órgãos informaram que não realizam cobranças por meio de aplicativos de mensagens como WhatsApp ou Telegram. Quando há envio de SMS, a mensagem parte exclusivamente do número 29347 e não solicita CPF, senha ou pagamento por meio de links.

Como o golpe funciona

Os criminosos utilizam nome completo e CPF reais da vítima para dar aparência de veracidade à cobrança. A mensagem impõe prazos curtos e ameaça bloqueio imediato de bens ou contas bancárias, com o objetivo de pressionar a pessoa a agir rapidamente.

Ao clicar no link, a vítima é direcionada para um site falso, visualmente semelhante ao oficial. Nessas páginas, pode ser solicitado o preenchimento de dados pessoais, senhas bancárias ou o pagamento de boletos e transferências via Pix.

Segundo o advogado e professor de Direito Digital Diogo Guanabara, em alguns casos, apenas o clique no link pode iniciar o download de aplicativo malicioso no celular, permitindo o acesso a informações sensíveis.

A PGFN reforça que bloqueio de bens ocorre somente por decisão judicial e que não há cancelamento de Pix após a confirmação do pagamento. Já a Receita Federal orienta que qualquer consulta sobre situação fiscal seja feita diretamente nos canais oficiais, digitando o endereço no navegador.

Especialistas recomendam que usuários desconfiem de mensagens com tom de urgência, não realizem pagamentos enviados por aplicativos de conversa e não compartilhem códigos de verificação ou senhas.

As informações são do Bnews



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