O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira, 30, o lançamento de um plano de contingência para as mudanças climáticas decorrentes do “Super El Niño”, fenômeno que deve ser percebido no Brasil a partir do segundo semestre deste ano. O plano prevê um investimento de R$ 9,8 bilhões no Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida visa prevenir riscos e emitir alertas, além de fortalecer a proteção da população, sobretudo em áreas mais vulneráveis a ondas de calor extremo e temporais.
O que é o “El Niño”?
O El Niño é um fenômeno natural do Oceano Pacífico tropical, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas na faixa equatorial. A condição é capaz de influenciar o clima do mundo ao alterar ventos e regimes de chuva.
Os impactos devem ser sentidos de maneiras distintas pelo país: o Sul pode receber tempestades de alta magnitude, enquanto o Centro-Oeste e o Norte podem sofrer com a intensificação da seca e a alta na devastação por incêndios.
Entenda o plano do Governo
Enquanto uma frente do programa é destinada à contingência de temporais, a outra visa conter os impactos das altas temperaturas, por meio do Painel Nacional de Excesso de Calor. A ferramenta foi desenvolvida com o objetivo de apoiar ações de vigilância, prevenção e resposta no campo, incluindo um sistema de alerta com até cinco dias de antecedência.
A expansão da Força Nacional do SUS é outra prioridade para a garantia de uma resposta mais rápida às emergências.
Para idosos, a pasta trabalha com um protocolo específico, cujas orientações vão do oferecimento de água mesmo quando não haja sede e o incentivo à ventilação nas casas.
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Ao todo, o plano do Ministério da Saúde prevê a implementação de oito unidades dos Centros Integrados de Saúde e Clima, distribuídos nas cinco regiões brasileiras. A previsão é que o primeiro deles seja inaugurado na Bahia nesta quinta-feira, 2 de julho.