O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 330 milhões para tentar conter a alta do gás de cozinha no país. A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória nº 1.351/2026, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 28.
O valor será destinado ao Ministério de Minas e Energia e será usado para subsidiar a importação de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), com o objetivo de garantir que o produto importado seja vendido pelo mesmo preço do gás produzido no Brasil.
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A subvenção vale para produtos entregues entre 1º de abril e 31 de maio, com possibilidade de prorrogação por mais dois meses.
Guerra no Oriente Médio
A iniciativa busca reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do combustível.
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O aumento do GLP está ligado, entre outros fatores, à alta do petróleo, ao encarecimento do transporte e à elevação dos preços internacionais, já que o Brasil importa cerca de 20% do gás consumido no país.
Quanto custa o gás na Bahia?
No dia 1º de abril, o preço do gás de cozinha na Bahia teve reajuste superior a 15%. Segundo o Sindicato das Revendedoras de Gás (SindRevGás), o aumento foi aplicado pela Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe.
Com a alta, o botijão ficou, em média, entre R$ 8 e R$ 10 mais caro para o consumidor final. Antes do reajuste, o valor era de cerca de R$ 130 para retirada no local.
Outras medidas
No início do mês, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um pacote para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo. O custo total das medidas é estimado em R$ 30,5 bilhões.
Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, não haverá impacto fiscal, já que o valor será compensado por receitas como as geradas pelo óleo diesel e pelos royalties.
Além do gás de cozinha, o pacote inclui subsídios ao diesel importado e ao querosene de aviação.