Governo e BC se unem em defesa do Pix e em críticas ao novo tarifaço

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) classificou como injusta e descabida a decisão tomada pelo governo dos EUA de aplicar uma nova tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. Alckmin e membros do governo fizeram um pronunciamento na tarde desta quinta-feira, 16, em reação à medida do presidente Donald Trump.

A imposição das tarifas sobre as importações do Brasil acontecem no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigarem e retaliarem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas, o que vem sendo feito pelo Brasil, segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

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“Injusta porque se nós pegarmos os próprios dados dos EUA, eles tiveram conosco 140 bilhões de dólares de superávit na balança comercial. Se nós formos verificar a tarifa para a entrada de produtos americanos no Brasil, a taxa é 3,1% e para 75% das exportações brasileiras quase tudo é zero. Descabida porque os argumentos apresentados pela Seção 301, partem de uma base totalmente falsa. Não tem a menor justificativa, porque mesmo com o Pix o uso de cartões no Brasil cresceu desde 2018 pra cá, e na questão do desmatamento, que estamos batendo todos os recordes de queda. As bases não têm a menor procedência’, afirmou Alckmin.

Segundo o USTR, alguns alinhamentos do governo brasileiro geram insegurança jurídica e competição desleal aos “players” dos EUA. As ações incluem políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal.

Defesa do Pix

Uma das justificativas apontadas pelo governo de Donald Trump para impor a nova rodada de elevação nas taxas, foi a de uma suposta concorrência desleal do Pix em relação ao cartão de crédito. Na avaliação do presidente do Banco Central, Daniel Galípolo, a justificativa de taxar o meio eletrônico de pagamento não se sustenta.

O mercado de cartão de crédito cresceu mais de 150% e quem perde espaço no mercado são os cheques e dinheiro físico. O caso da implementação do Pix consegue se configurar como um desses em que ele é benéfico para quem demanda e para quem oferta, para o público e para o privado. É bastante evidente que o Pix é hoje uma referência internacional. O Banco Central já assinou com mais de 47 outros bancos centrais acordos de cooperação técnica para troca de tecnologia para que outros bancos centrais possam implementar o Pix em seus países Gabriel Galípolo, presidente do BC.

Lula promete acionar Lei da Reciprocidade

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 16, por meio de nota, que repudia o novo tarifaço e anunciou que acionará os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade diante dos impactos econômicos da medida.

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“O governo brasileiro repudia a decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade”, diz trecho da nota.



Fonte: A Tarde

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