Grande rede de sorvetes decreta falência e anuncia fechamento de 500 unidades

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A tradicional marca americana Thrifty Ice Cream está perdendo mais de 500 pontos de venda nos Estados Unidos, não por queda na procura, mas por causa da crise da sua controladora, a Rite Aid. A rede de farmácias, que abrigava os balcões da sorveteria, entrou em colapso financeiro e arrastou o negócio junto.

A situação da Thrifty é consequência direta das dificuldades enfrentadas pela Rite Aid, que pediu recuperação judicial duas vezes — em outubro de 2023 e maio de 2025. Com dívidas bilionárias e o fechamento total das lojas, os espaços onde os sorvetes eram vendidos deixaram de existir.

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Como os balcões funcionavam dentro das farmácias, eles não podiam ser negociados separadamente. Com o encerramento das unidades da rede, cerca de 500 pontos de venda desapareceram simultaneamente, reduzindo drasticamente a presença física da marca.

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Rede de sucesso

A Rite Aid chegou a operar cerca de 5 mil lojas nos Estados Unidos, sendo uma das maiores redes do setor. No entanto, a crise levou ao fechamento em massa de unidades e à venda de ativos para concorrentes como CVS e Walgreens.

Sem esse canal direto com o público, a Thrifty perdeu sua principal vitrine. A produção, porém, continua ativa na fábrica de El Monte, na Califórnia. O problema agora é a distribuição: sem os tradicionais balcões, a marca depende cada vez mais de supermercados.

Venda

Em julho de 2025, a empresa foi vendida por US$ 19,2 milhões para a Hilrod Holdings, grupo ligado a executivos da Monster Beverage Corporation. A negociação incluiu fábrica, receitas e estrutura produtiva.

Mesmo com a mudança de controle, os produtos seguem disponíveis em redes como Albertsons e Vons, além de alguns mercados no México.

Thrifty Ice Cream

Fundada em 1940, na Califórnia, a Thrifty construiu uma base fiel de consumidores ao longo de décadas, marcada por sabores diferenciados e pelo formato cilíndrico característico das bolas de sorvete. O preço acessível também ajudou a popularizar a marca.

Agora, o desafio será reconstruir a presença no varejo. Sem os balcões físicos que marcaram gerações, a empresa aposta na expansão da distribuição e em novas parcerias para manter sua relevância no mercado.



Fonte: A Tarde

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