O júri popular de José dos Anjos Amorim, acusado de matar a merendeira Rosana Santos em Queimadas, foi adiado. Isso porque, momentos antes do julgamento, na manhã desta quinta-feira (18), ele abandonou seu advogado, Antônio Carleon.
“A gente encontrou uma situação inusitada. O réu exerceu o direito constitucional, em cima da hora, de não querer os trabalhos da defesa. Me pegou de surpresa. Não me abstive. A juíza perguntou se ele tinha dinheiro para constituir novo advogado, e ele disse que não. A juíza constituiu direito de ele ser assistido pela Defensoria Pública”, disse Carleon, ao Região em Pauta.
Como o réu não pode ser julgado sem defesa, o Tribunal de Justiça da Bahia determinou que o júri aconteça no próximo dia 17 de julho, também no Fórum de Queimadas. José dos Anjos esteve presencialmente no local.
“Não foi estratégia de defesa, nem por conta de honorários, se ele estava me pagando ou não. Ele exerceu direito constitucional. Na semana passada, fui no presídio, fiz parlatório com ele, estava tudo bem. Eu iria arguir uma tese defensiva. Eu não iria pedir absolvição, nesse momento. Eu estava com uma tese que, se aceita, ele teria um benefício grande”, garantiu o advogado.
Pedindo por Justiça, a família de Rosana também compareceu no Fórum de Queimadas nesta quinta-feira, com a expectativa pela condenação de José. Todos foram também surpreendidos pela estratégia usada pelo criminoso.
“Ele sabia que hoje tinha as possibilidades de ter esse julgamento, e termos uma resposta. No próximo, ele vai ser julgado conforme a lei. A gente espera que, quem for defendê-lo, olhe para o crime que ele cometeu. Ele tirou a vida de uma mãe, de uma avó, de uma filha”, comentou a irmã da vítima, Rosimeire Santos.
Rosana foi morta a pedradas, no dia 20 de abril de 2025. O caso gerou comoção porque a vítima era bastante querida na cidade.
José, que era o ex-companheiro da mulher, foi preso em Santaluz no dia 22 por equipes das Polícias Militar e Civil. Amorim tinha mandado de prisão em aberto, também por homicídio, expedido pela Justiça de Goiás.
Segundo testemunhas, a vítima estava em casa quando surpreendeu vizinhos ao sair gritando, pela Rua da Palha. Um homem, que estaria perseguindo Rosana, deu pedradas na vítima. O criminoso escapou em seguida.