O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira, 11. O resultado ficou 0,39 ponto percentual abaixo da taxa de 0,07% registrada em julho.
A queda foi puxada principalmente pelo grupo Habitação, que recuou 1,87%. Na sequência, aparecem Transportes (-0,86%), Alimentação e bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%).
Energia elétrica puxa queda da inflação
O grupo Habitação teve a menor variação para um mês de agosto desde o Plano Real, em 1994. O resultado foi influenciado principalmente pela energia elétrica residencial, que caiu 7,63% e teve impacto de -0,33 ponto percentual no índice.
A redução ocorreu devido à incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto. No período, continuava em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescentava R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
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Também houve reajustes tarifários que reduziram as tarifas de energia em diferentes cidades brasileiras.
Ainda no grupo Habitação, o gás encanado subiu 1,74%, em razão de reajustes aplicados em Curitiba e no Rio de Janeiro. Já a taxa de água e esgoto teve alta de 0,11%, influenciada pelo reajuste de 3,55% em Salvador, vigente desde 20 de julho.
Passagens aéreas e combustíveis ficam mais baratos
Em Transportes, a queda de 0,86% foi influenciada principalmente pela redução de 13,17% nas passagens aéreas e de 0,91% nos combustíveis.
Entre os combustíveis pesquisados pelo IBGE, o etanol teve queda de 3,95%, seguido pelo óleo diesel (-0,80%) e pela gasolina (-0,59%).
Preços de alimentos também recuam
O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,34% em agosto, após registrar recuo de 0,67% em julho. O resultado foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que teve queda de 0,61%.
Entre os produtos que mais ficaram baratos estão a batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).
No acumulado de 2026, o IPCA registra alta de 3,11%. Considerando os últimos 12 meses, a inflação acumulada ficou em 4,22%, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses anteriores. Em agosto de 2025, o índice havia registrado queda de 0,11%.
INPC também registra queda
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também apresentou deflação de 0,32% em agosto, resultado 0,31 ponto percentual abaixo da taxa registrada em julho (-0,01%).
Os produtos alimentícios passaram de uma queda de 0,74% em julho para -0,34% em agosto. Já os produtos não alimentícios passaram de alta de 0,23% para queda de 0,31%.
No ano, o INPC acumula alta de 3,17%. Nos últimos 12 meses, a variação é de 3,98%, abaixo dos 4,10% registrados no período anterior. Em agosto de 2025, o índice havia ficado em -0,21%.
Quem entra nos cálculos do IPCA e do INPC?
O IPCA considera famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda. Já o INPC considera famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, cujo chefe seja assalariado.
As duas pesquisas abrangem dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.