O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, conversou com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, na quarta-feira, 9, antes de o magistrado tomar decisões para tentar conter a crise que envolve ministros da Corte e a Polícia Federal (PF).
Segundo o jornal O Globo, Messias pediu que Fachin atuasse rapidamente no conflito entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Ele argumentou que, sem uma intervenção do presidente do STF, outro integrante da Corte poderia tomar uma nova decisão determinando o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o que agravaria ainda mais a crise institucional.
Isso porque o ministro Flávio Dino já havia determinado o retorno de Andrei ao cargo em confronto com uma decisão anterior de Mendonça, que determinou o afastamento.
Fachin toma decisões
No fim da tarde, Fachin tomou uma série de decisões para reorganizar os processos relacionados à crise.
O presidente do STF suspendeu as decisões sobre o afastamento de Andrei Rodrigues e manteve o diretor-geral da PF no cargo.
Além disso, marcou para a próxima terça-feira, 15, um julgamento sobre um relatório da PF que mostra trocas de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
Fachin também assumiu a condução do chamado inquérito das Fake News e retirou Moraes da relatoria.
AGU comemora
Logo depois dos despachos, a AGU, comandada por Jorge Messias, divulgou uma nota em que saudou as decisões de Fachin e classificou o presidente do STF como “sóbrio e prudente”.
O órgão afirmou ter recebido as medidas com “satisfação, respeito e esperança”.
Segundo a AGU, a decisão “restaura a ordem pública e administrativa” e reafirma a competência constitucional do presidente da República para nomear e exonerar ocupantes de cargos de direção da Polícia Federal.