Justiça Aceita Ação do Ministério Público por Fraude em Licitação e Dano de R$ 146 Mil em Itiúba

207

A Justiça da Comarca de Itiúba acolheu uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), de autoria do Promotor de Justiça Felipe da Mota Pazzola contra a ex-pregoeira do município, o ex-secretário de Infraestrutura, e uma Cooperativa de Transporte de Senhor do Bonfim.

Os réus são acusados de participar de um esquema que resultou em prejuízo de R$ 146.760,00 aos cofres públicos, através de um processo licitatório supostamente fraudulento ocorrido em 2017. O valor atualizado do dano, segundo o MP-BA, chega a R$ 266.987,55, e pode aumentar com a chegada de novos documentos.A decisão, proferida pelo juiz substituto Teomar Almeida de Oliveira, determina a citação dos réus para que apresentem defesa.

O Município de Itiúba também será notificado para, se tiver interesse, integrar a ação como parte autora ao lado do Ministério Público.A ação tem como base uma investigação que apontou uma série de irregularidades insanáveis no Pregão Presencial nº 030/2017, destinado à locação de máquinas pesadas e caminhões para a prefeitura. O contrato decorrente do certame, de nº 760/2017, é considerado nulo pelo órgão ministerial.De acordo com o Ministério Público, a investigação revelou um “conjunto de ilegalidades flagrantes, entre elas:

• Celeridade Incomum: Todo o trâmite inicial para a abertura da licitação, desde a solicitação do secretário até a autorização da prefeita e o encaminhamento para publicação pela pregoeira, ocorreu em um único dia, 21 de março de 2017, antes mesmo da análise jurídica do edital.

• Direcionamento: A cooperativa M foi a única participante e vencedora do certame, um forte indício de direcionamento, segundo a promotoria. Além disso, o objeto social da cooperativa não seria compatível com a locação de maquinário pesado.

• Ausência de Fiscalização: O então secretário de Infraestrutura, é acusado de atestar a execução dos serviços sem a devida fiscalização. A promotoria alega que foram realizados pagamentos sem a comprovação efetiva da prestação dos serviços, o que torna os valores pagos um dano direto ao erário.

A Ação Civil Pública busca a declaração de nulidade do pregão e do contrato, bem como a condenação solidária dos três réus ao ressarcimento integral do dano causado ao patrimônio do Município de Itiúba. O caso está registrado sob o número 8000892-70.2025.8.05.0132 e tramita na Vara dos Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais de Itiúba.

Blogdowalterley

.

Artigos relacionados

Últimas notícias

‘O Agente Secreto’ pode perder todas as categorias do Oscar; entenda

O filme está concorrendo com diversas outras produções famosas – Foto: Divulgação...

Últimas notícias

Mega-Sena sorteia R$ 60 milhões nesta terça-feira; confira resultados

A Caixa Econômica Federal sorteou, nesta terça-feira, 10, R$ 60 milhões no...

Últimas notícias

Inmet emite alerta de perigo para temporais em todo o país

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de perigo para chuvas...

Últimas notícias

Câmeras clandestinas usadas pelo tráfico são apreendidas em Salvador

Cerca de 10 câmeras de monitoramento clandestinas foram apreendidas pela Polícia Militar...