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O laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartou a ocorrência de violência sexual na morte da bebê Helena, de 10 meses, registrada na última segunda-feira (13).
O documento, divulgado nesta sexta-feira (17), aponta que a criança morreu por asfixia, contrariando a informação divulgada inicialmente pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), que havia informado a suspeita de violência sexual.
Segundo a perícia, os exames laboratoriais não identificaram a presença de sêmen ou material genético dos dois homens investigados no corpo da bebê. Também não foram encontrados vestígios de álcool ou drogas nas amostras de sangue coletadas da criança.
Em nota, a SSPDS detalhou os resultados dos exames.
“Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança. Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual”, informou a pasta.
Com a conclusão do laudo, a investigação teve uma mudança de rumo. A Polícia Civil informou que o caso passou a ser tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo a Civil, a decisão foi tomada após a conclusão dos exames periciais e do avanço das diligências conduzidas pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).
“Após a conclusão dos laudos periciais da Pefoce e com o andamento das diligências policiais, a investigação conduzida pela Dececa concluiu tratar-se de homicídio culposo, descartando, com base nos laudos periciais, a ocorrência de violência sexual contra a criança”, informou a Polícia Civil.
O resultado da perícia também reforça a linha de defesa de Francisco Ray Rodrigues e de Levy Oliveira Magalhães, presos preventivamente durante a investigação. A defesa sustenta que a morte da bebê ocorreu de forma acidental, após Levy, que estaria embriagado, ter deitado sobre a criança enquanto dormia.
“A morte foi por asfixia, justamente a tese defensiva de que Levy, primo de Ray, esmagou a criança com seu peso corporal ao deitar na cama, embriagado. O que agora deve mudar completamente o rumo da investigação e ser tratado como um homicídio culposo, ou seja, quando não há a intenção de matar”, afirmou Gleicy Kelly Leitão, advogada de Francisco Ray.
Fonte: Varela Net