lei deve elevar preços de carnes e pescados

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A Lei Complementar 224/2025, publicada em dezembro, reduziu em 10% diversos benefícios fiscais federais do agronegócio. A medida deve aumentar os custos ao longo da cadeia de produção de proteínas animais e pressionar os preços ao consumidor, segundo análise do escritório Martinelli Advogados.

A norma atinge incentivos como:

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  • créditos presumidos;
  • alíquotas zero;
  • isenções;
  • reduções da base de cálculo, especialmente nos setores de carnes e pescados.

Especialistas alertam que a mudança pode reintroduzir a cumulatividade de tributos, elevando custos em todas as etapas da produção.

Segundo a tributarista Cintia Meyer, sócia do Martinelli, o sistema passa a gerar efeito em cascata e penaliza segmentos que já operam com margens apertadas. A lei incide sobre 14 benefícios listados na Lei Orçamentária Anual (LOA) e já afeta o IRPJ e o Imposto de Importação desde 1º de janeiro. Para PIS, Cofins, IPI, CSLL, CPS e CPP, os efeitos valem a partir de 1º de abril.

Leia Também:

Tributação

  • Aves e suínos: neste setor, o crédito presumido nas exportações foi reduzido de 2,775% para 2,25%.
  • Nas vendas internas para a indústria de embutidos, a alíquota caiu de 1,11% para 1%.
  • Produtos da cesta básica permanecem isentos, mas itens como foie gras passaram a ser tributados em 0,925%.
  • Na cadeia bovina, o crédito presumido nas exportações caiu de 4,65% para 4,16%
  • Vendas internas para embutidos, caiu de de 3,7% para 3,33%.

Subprodutos antes isentos, como ossos e vísceras, passaram a ser tributados em 10% do PIS/Cofins. No setor de pescados, o crédito presumido caiu de 5,55% para 5%, e peixes fora da cesta básica passaram a ser tributados em 0,925%.

Para o tributarista Luiz Eduardo Costa Lucas, a medida cria distorções ao gerar tributos sem direito a crédito, o que aumenta o custo final dos produtos. A falta de uma lista definitiva dos benefícios afetados pela LC 224 também gera insegurança jurídica e pode resultar em disputas administrativas e judiciais.

Segundo os especialistas, o impacto chega ao varejo, que passa a adquirir produtos mais caros e sem possibilidade de compensação tributária, elevando o preço final ao consumidor.



Fonte: A Tarde

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