Lideranças evangélicas abandonam Flávio Bolsonaro após derrota e carta golpista

7


A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e a divulgação de uma carta contestando o resultado das urnas provocaram um movimento de distanciamento entre importantes lideranças evangélicas e o grupo político da família Bolsonaro. Pastores e representantes de grandes denominações passaram a defender o respeito à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), expondo fissuras na relação entre o bolsonarismo e setores religiosos.

Segundo reportagem publicada pelo Diário do Centro do Mundo, com informações de O Globo, o afastamento envolve lideranças da Igreja Universal, da Assembleia de Deus de Madureira e de outras denominações que, durante o segundo turno, chegaram a manifestar apoio à candidatura do senador.

Um dos sinais mais expressivos veio do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal, que voltou a defender uma posição de neutralidade política. Em declaração repercutida após a eleição, ele criticou o lema bolsonarista “Deus, Pátria e Família” e afirmou que a prioridade da instituição é Deus, depois a família e, por último, o restante.

Na Assembleia de Deus de Madureira, o bispo Abner Ferreira também reconheceu a vitória de Lula e defendeu o respeito às decisões populares. A manifestação ganhou relevância porque integrantes da igreja haviam recomendado voto em Flávio durante a campanha.

Outro nome que demonstrou insatisfação foi o pastor Silas Malafaia. Após a divulgação da carta de Flávio, o religioso criticou reservadamente os filhos de Jair Bolsonaro, chegando a classificá-los como “jumentos”, “babacas” e “amadores”. Apesar das críticas, Malafaia manteve publicamente a defesa do senador e justificou sua saída do Brasil.

O bispo JB Carvalho, da Comunidade das Nações, também se posicionou contra a continuidade da disputa eleitoral. Ele afirmou que as eleições terminaram e que não existe espaço para um terceiro turno, além de pedir que seus seguidores deixassem de alimentar discursos de caos.

Já o apóstolo César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, declarou que não se arrependeu de ter votado em Flávio, mas criticou a maneira como o senador reagiu à derrota. Para ele, o candidato foi mal orientado e deveria reconhecer o resultado eleitoral.

O distanciamento também está relacionado à disputa por influência política dentro da direita. Lideranças religiosas avaliam que a associação direta com o bolsonarismo trouxe desgaste às instituições, enquanto candidatos ligados às próprias igrejas enfrentaram dificuldades nas urnas.

O cenário revela uma crise na relação entre a família Bolsonaro e setores importantes do segmento evangélico. Embora parte dos religiosos ainda mantenha apoio ao senador, as manifestações recentes mostram que a liderança de Flávio já não conta com a mesma unidade que marcou a aproximação entre o bolsonarismo e grandes denominações religiosas.

Com informações do DCM



Artigos relacionados

Últimas notícias

Pesquisa aponta que 95% das mães querem ir ao cinema, mas falta tempo

Ir ao cinema continua sendo um desejo para a maioria das mães...

Últimas notícias

Mecânico é assassinado dentro de oficina de moto – Calila Noticias

Fatos Policiais O criminoso chegou no local numa motocicleta e efetuou os...

Últimas notícias

Na Itália, Zambelli pede R$ 50 aos seguidores e relata dificuldade financeira

A ex-deputada federal Carla Zambelli anunciou nesta terça-feira, 3, a criação de...