Luan Santana quebra recorde em Salvador e avalia parceria com baianos

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Cantor concedeu entrevista à imprensa antes de subir ao palco |  Foto: Laís Machado / Ag. A TARDE

O cantor Luan Santana voltou à cidade de Salvador na noite de sábado (22), com a turnê “Registro Histórico”, e reuniu uma multidão na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Segundo a produção do evento, o artista atraiu aproximadamente 40 mil pessoas, batendo o recorde de público das suas apresentações solo na capital baiana.

Com 19 anos de carreira, Luan Santana provou que vive muito mais que um sucesso meteórico e mantém uma legião de fãs consolidada, inclusive em Salvador que tem uma mistura intensa de ritmos musicais e não possui uma familiaridade cultural tão grande com o sertanejo.

Para o cantor, o segredo para cativar os mais diversos públicos, assim como os soteropolitanos, é estudar aquilo que funciona melhor em cada local: “Eu analiso muito. O Brasil, por ser um país continental, as pessoas têm gostos diferentes. Apesar de, graças a Deus, as pessoas amarem o meu repertório de uma forma geral, tem música que tem mais destaque em determinadas regiões, e a gente está sempre atento a isso para a gente colocar elas ali, é geralmente no começo do show”.

Arrocha e pagode com músicas do sertanejo

Outro ponto que ajuda a conexão do artista sertanejo com Salvador são as próprias regravações em outros ritmos, como arrocha e pagode, além do fato de que alguns dos maiores hits dele foram compostos por baianos, como “Choque Térmico”, que foi escrita por Tierry.

Em entrevista coletiva à imprensa, Luan Santana também falou sobre a possibilidade de gravar uma canção ao lado de cantores locais.

“Seria muito massa, seria muito legal. Eu vejo várias versões minhas de ‘Meio termo’, tem versões em arrocha e eu estava vendo que até no pagode também. Tem a galera do pagode aqui em Salvador, o Escandurras gravou uma um pot-pourri com ‘Tanto Faz’, se eu não me engano, com ‘Um Beijo’, músicas que são muito especiais para mim, que ficam muito legais também pagode”, declarou.

O uso da arte para reforçar o amor romântico

Muitos gêneros musicais, incluindo o sertanejo, passaram por mudanças nos últimos anos e passaram a lançar músicas que fazem apologia a crimes, embriaguez, traições e até violência contra a mulher. Em meio ao crescimento avassalador de casos de misoginia e feminicídio no Brasil, Luan Santana considera importante continuar falando sobre o amor romântico.

“Eu sempre gostei muito de que a família toda pudesse ouvir a minha música, independente de idade, independente de credo, de religião. Se depender de mim, eu sempre vou querer cantar o amor em primeiro lugar”, disse.

“Eu acho que o amor, ele nunca saiu de moda. Eu acho que, em todos os estilos musicais, a gente tem todo tipo de música, todo tipo de compositor que falam sobre diferentes coisas. No sertanejo também não é diferente. Eu sempre escolhi o caminho de cantar músicas românticas. Cada artista se sente à vontade cantando um tipo de coisa, eu sempre gostei muito de cantar o amor”, explicou.

Fonte: A Massa

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