Lucy Alves promete trazer forró raiz para Salvador: “Grande celeiro musical”

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Profissional com vasta experiência no campo musical, com passagem pelo The Voice Brasil, pelo palco do Grammy Latino, pela televisão de milhares de brasileiros, a artista paraibana Lucy Alves, 40, retorna a Salvador para realizar uma apresentação na CAIXA Cultural neste próximo fim de semana (8 a 10 de maio), com o que promete ser um intenso resgate intenso do forró e tradições musicais nordestinas.

As apresentações que acontecem sexta-feira e sábado, às 20h, e domingo, 19h, levam os músicos baianos Tarcísio Santos (guitarra), Nino Bezerra (contrabaixo), Tedy Santana (bateria e percussão), a subir no palco ao lado da cantora, compositora e multi-instrumentista Lucy Alves, para um show que inaugura uma fase em que a artista se dedica de forma mais intensa ao seu ritmo-mãe, o forró, e à música nordestina, com a união de canções inéditas e releituras de clássicos do gênero.

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Música como fio condutor

A música sempre esteve presente na sua vida e a responsável por tantas portas que se abriram. “Eu fui guiada pela música. A música me escolheu desde muito pequena. Todas as experiências que eu vivi foram muito importantes na minha formação musical, no meu comportamento e no respeito com os músicos”, diz Lucy.

Enquanto mulher nordestina e paraibana, o forró sempre foi um gênero guia nas suas produções. “É um ritmo que carrega sua ancestralidade e canta o modo de viver do povo nordestino”, ressalta Lucy.

“Em um país tão bonito como o Brasil, eu acho que o forró é mais um pedaço da nossa impressão digital, mais uma partícula agregadora e transformadora da nossa cultura. É o ritmo que está impresso no jeito de viver dessas pessoas”, destaca a cantora.

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Trajetória

Lucyane Pereira Alves, mais conhecida como Lucy Alves, nasceu em João Pessoa, na Paraíba e desde pequena demonstrou uma aptidão pelo lado artístico.

O Projeto Formiguinhas do qual participou aos 4 anos de idade, a passagem pela Orquestra Infantil da Paraíba, a trajetória profissional no grupo Clã Brasil, que a levou a ser indicada ao Grammy Latino com o seu álbum Lucy Alves e Clã Brasil no Forró do Seu Rosil e a participação no programa The Voice Brasil, em que se tornou finalista, – tudo isto vem pavimentando seu caminho para se tornar um nome marcante da música.

“Eu olho para a minha história e me sinto muito orgulhosa de tudo o que foi construído, dos caminhos que foram apresentados, de tudo que foi aparecendo para mim. Essas experiências, principalmente na Orquestrinha, foram muito necessárias”.

Além da música, Lucy também tem experiência na área da atuação, com a sua personagem de estreia Luzia na novela Velho Chico, da Rede Globo, a protagonista Brisa na obra Travessias, escrita pela autora Glória Pérez, em que interpretou uma mulher maranhense acusada de ser uma sequestradora de crianças e a mais recente participação na novela Renascer, com a personagem “Lilith”.

“Eu gosto de fazer tudo que esteja ligado à arte, seja a música, seja a atuação. Tudo que eu possa aprender, que possa somar, que eu possa me expressar neste mundo. A arte veio para me ensinar a ser eu mesma”, exalta a cantora.

Ligação com a Bahia

Terra do axé, do arrocha, do forró, do Olodum, do movimento Tropicalista, da BaianaSystem, o estado da Bahia é visto, por muitos artistas, como um poço efervescente de cultura – e para a cantora Lucy Alves não é diferente.

“A Bahia é um grande celeiro musical do Brasil, de tantos ritmos, de uma musicalidade ímpar. Eu sempre gostei, sempre me identifiquei, sempre fui muito abraçada pelo público baiano”, afirma.

A cantora, que aliás, sobe no palco da CAIXA cultural com três músicos baianos, afirma que a Bahia tem uma energia diferenciada e uma classe artística ímpar. “É sempre uma aula ver um artista baiano se expressando”, declara Lucy.

Os shows performados na capital baiana contam com um formato diferenciado, mais intimista – o que, segundo a artista, permite uma conexão maior com o público. “Estou muito feliz com a possibilidade dessas apresentações na CAIXA em um formato mais acústico, que é uma coisa que me encanta, porque me deixa mais próxima do público. Além de me permitir trazer um repertório em que posso trazer elementos mais minimalistas”, observa.

As vendas para a apresentação, que incluem clássicos como Xote das Meninas e Asa Branca, além de músicas inéditas, começam a partir do meio-dia de amanhã, na plataforma Sympla.

“É mais um projeto novo, que faz os olhos brilharem. E estar na Bahia é sempre um presente”, conclui Lucy Alves.

Lucy Alves / Sexta-feira (8) a domingo (10) / Horários: sexta-feira e sábado, às 20h. Domingo, 19h / CAIXA Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes, 57) / R$ 30 e R$ 15 (Meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei) / Vendas: início amanhã a partir do meio-dia na plataforma Sympla / Classificação indicativa: 14 anos

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.



Fonte: A Tarde

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