Secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara Thales Machado e o dois filhos –
Sara Araújo, mãe dos meninos mortos pelo pai na cidade de Itumbiara, no interior de Goiás, falou publicamente pela primeira vez após o caso que chocou o Brasil no mês passado.
“Até hoje não consigo acreditar. É muito difícil olhar as fotos deles, os vídeos, e eles não estarem aqui. Eu não me conformo, ainda mais da forma que foi”, disse Sara Araújo em entrevista à TV Anhanguera.
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Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8, foram mortos a tiros pelo próprio pai, o secretário da Prefeitura de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos. Após cometer o crime, na madrugada do dia 11 de fevereiro, o homem tirou a própria vida.
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Durante a entrevista, concedida um mês após o crime, Sara agradeceu o apoio recebido após a tragédia. Ela recebeu um buquê de rosas brancas enviado por um grupo de mais de 300 mulheres de diferentes regiões do país.
“Quero agradecer a todas elas. Sinto muito o carinho e a solidariedade. Sinto as orações e isso tem me sustentado”, disse ela.
As flores foram entregues na casa do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, pai de Sara e sogro de Thales. O prefeito foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local do crime, acompanhado de outras duas pessoas, e encontrou o genro morto e os netos feridos.
Os velórios das crianças ocorreram na casa do avô. No enterro de Miguel, realizado em 12 de fevereiro, Sara deixou o cemitério antes do fim da cerimônia após relatos de ameaças, segundo testemunhas. Ela precisou de escolta para participar da despedida e foi amparada por familiares e amigos ao chegar ao local do sepultamento.
Conclusão da investigação
O inquérito sobre o caso foi concluído no fim de fevereiro pela Polícia Civil, que tratou o caso como duplo homicídio seguido de suicídio. A perícia não encontrou indícios da participação de outras pessoas na cena do crime, e o relatório sugeriu o arquivamento da investigação devido à morte do autor.
De acordo com o inquérito, antes dos disparos Thales enviou à mãe das crianças uma foto dos filhos dormindo, acompanhada de ameaças. A imagem mostraria os meninos na mesma posição em que foram atingidos.