O senador Magno Malta (PL-ES) prometeu renunciar ao cargo se houver comprovação de que ele agrediu uma enfermeira durante um exame, na última quinta-feira, 1º, no hospital DF Star, em Brasília, para onde o parlamentar foi levado após um mal súbito.
O liberal, por meio de nota e vídeos publicados em seu perfil no Instagram, disse que “reagiu ao sofrimento físico e não à pessoa da técnica”, ao relatar ter sentido dores intensas durante o procedimento.
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No entanto, ele foi além: “Se encontrar algum vídeo meu batendo no rosto da enfermeira, quebrando o óculos dela, eu renuncio o meu mandato”, disse Magno Malta na gravação, divulgada no sábado, 2.
Sem elemento
Ele afirmou ter acionado de forma imediata o médico responsável pelo acompanhamento. “Em nenhum momento praticou qualquer ato de violência física contra a profissional, tampouco proferiu quaisquer palavras que não fossem meras exteriorizações de dor intensa”, informou o senador em um trecho da nota.
Malta informou ainda que “a conduta narrada pela profissional não encontra suporte em qualquer elemento de prova, ao passo que o erro de procedimento por ela praticado está documentado pela própria evolução clínica”.
O hospital DF Star afirmou que iniciou uma apuração administrativa e “vem dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão”. “A unidade também reitera que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades envolvidas na investigação do episódio”, disse.
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Acusação
Uma técnica de enfermagem acusa o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão durante a realização de um exame em um hospital particular de Brasília. O caso foi registrado em boletim de ocorrência.
De acordo com o relato da profissional, o episódio teria ocorrido, na noite de quinta-feira, 30, durante a aplicação de contraste para um exame. Ela afirma que houve uma intercorrência durante o procedimento, com a identificação de uma oclusão, o que levou à interrupção da etapa.
Ainda segundo o boletim, ao ser informada de que seria necessária pressão no braço do parlamentar para continuidade do atendimento, a técnica diz ter sido agredida com um tapa no rosto e ofendida verbalmente com xingamentos como “imunda” e “incompetente”. Após o ocorrido, o próprio senador teria deixado a sala de exames.
Fachada do hospital DF Star, em Brasília, onde o senador Magno Malta está internado
O que diz o Conselho de Enfermagem?
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) se manifestou após uma profissional da área ter acusado o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão durante um exame no hospital DF Star, em Brasília, para onde o parlamentar foi levado após um mal-estar, na quinta-feira, 30.
Em nota publicada em seu site oficial, a entidade afirmou repudiar qualquer ato de violência contra profissionais de enfermagem e que acompanha o caso com preocupação.
“O Cofen defende a rigorosa apuração dos fatos pelas autoridades competentes e se solidariza com a profissional de Enfermagem, reafirmando que nenhum trabalhador da saúde pode ser submetido a situações de violência no exercício de suas funções. O Conselho informa que sua assessoria jurídica está à disposição da profissional para o que se fizer necessário”, diz um trecho do documento.