O Dia das Mães, celebrado neste domingo, 10, acende um alerta para a realidade enfrentada pelas mulheres no mercado de trabalho após a maternidade. Nos últimos cinco anos, mais de 380 mil trabalhadoras foram desligadas do emprego após retornarem da licença-maternidade.
O levantamento foi realizado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e considera demissões ocorridas em até dois anos após o término da licença.
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Entre 2020 e 2025, foram registradas 383.737 dispensas sem justa causa, além de 265.515 pedidos de demissão.
Também houve 13.544 distratos, modalidade de rescisão em comum acordo e 50.545 desligamentos em empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, que permite que empresas ampliem a licença-maternidade de 120 para 180 dias.
Queda na licença estendida
Além dos desligamentos, outro dado preocupa: a redução no número de empresas que oferecem licença-maternidade estendida.
Segundo levantamento do portal g1, com base em dados da Receita Federal, o número de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã caiu de 30.545, em 2024, para 8.862, em 2025, uma redução de cerca de 71%.
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Em 2026, o total permaneceu praticamente estável, com 8.858 empresas cadastradas.
De acordo com a Receita Federal, a queda ocorreu após uma auditoria realizada em 2024, que resultou na exclusão de 22.207 empresas do programa por irregularidades cadastrais ou incompatibilidade com o regime tributário exigido para acesso ao benefício fiscal.
Os dados também apontam redução nas licenças superiores a 120 dias. Até o primeiro trimestre de 2026, os afastamentos estendidos representaram 8% do total. O percentual era de 10% em 2024 e 2025 e de 11% em 2023.