A cantora Maria Gadú foi vaiada por um homem, que não teve o nome identificado, durante a turnê comemorativa de seus 20 anos de carreira, no palco do Bleach Festival, localizado na Austrália.
Diante da situação, a artista interrompeu o show no último sábado, 10, para fazer um discurso em defesa da democracia e da liberdade de expressão.
A compositora afirmou que considera legítimo o direito do público de discordar de suas opiniões, inclusive por meio de vaias, mas ressaltou que manifestações discriminatórias não devem ser toleradas.
“Eu aceito a vaia de todo meu coração e eu luto pelo seu direito de discordar de mim e que a gente nunca perca a liberdade”, disse.
“O livre-arbítrio e a democracia até permitem essa vaia. É por isso que a gente tá lutando pelo direito de vaiar, inclusive. Quando a gente vaia, a gente não toma arma na nossa cabeça”, complementou.
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Em outro momento, Gadú criticou o poder de figuras autoritárias e defendeu que a arte não deve se limitar a agradar determinados grupos. Durante o discurso, também convocou o público a votar no segundo turno das eleições 2026.
É um erro muito sério cantar pra bolha. A arte sempre foi, e espero que sempre seja, subversiva. Não tem como bater palma para ditador, não tem como bater palma para abusador. Votem no segundo turno, o nosso país está correndo risco sério, declarou.
A artista também se posicionou contras as manifestações racistas, xenofóbicas e homofóbicas.
“Só não pode ser racista com o coleguinha, viu? Pessoal, nem xenofóbico ou homofóbico. Aí a gente não gosta, porque vai estar sendo crime, né? O resto, a gente lida”, afirmou.
A fala ocorre em meio à disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O segundo turno está previsto para 25 de outubro, último domingo do mês.