O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou a suspeita de que o deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor do filme Dark Horse, que narra a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenha atuado como líder de um esquema criminoso.
O esquema citado por Dino tinha como finalidade o desvio de recursos, no âmbito das investigações sobre o financiamento da obra cinematográfica. O ponto frisado pelo magistrado ocorre junto com a decisão de quebra de sigilo dos conteúdos obtidos pela Polícia Civil de São Paulo sobre o mesmo tema, neste domingo, 13.
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“Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mario Frias, que no terreno hipotético da investigação ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa”, diz trecho do documento despachado por Flávio Dino.
Flávio Dino derruba sigilo sobre filme de Bolsonaro
Em decisão deste domingo, 13, o ministro Flávio Dino determinou a retirada do sigilo das investigações coordenadas pela Polícia Civil sobre o possível uso de emendas parlamentares para o financiamento do filme Dark Horse.
Mário Frias, apontado por Dino como provável líder do suposto esquema, foi alvo de uma operação na última semana.
“A investigação é sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões que eu destinei para contemplar um projeto esportivo e outro de letramento digital para tirar crianças da rua, para ensinar crianças, jovens e adolescentes a se desenvolverem intelectualmente”, afirmou Mário Frias ao se defender.