Médica nega remédios a eleitores de Lula e gera revolta na Bahia: “Jogo no lixo, mas não dou a petista”

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Uma médica de Itabuna, no sul da Bahia, virou alvo de críticas nas redes sociais após publicar declarações direcionadas a eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT). Identificada como Juliana Pitanga, a ginecologista e obstetra teria afirmado que não forneceria medicamentos a pessoas que votaram na sigla. 

A repercussão do episódio ganhou força após a advogada Ursula Matos, conhecida na região, divulgar um vídeo criticando a postura da profissional. Depois da polêmica, o perfil da médica no Instagram passou a ser privado.

Em uma das publicações, Juliana teria declarado: “Ninguém me peça mais p*rra nenhuma, porque até amostra de remédio, eu jogo no lixo, mas não dou a petista”. No vídeo, Ursula afirmou que a médica deveria reconsiderar o compromisso assumido com a profissão e destacou que o juramento médico estabelece que nenhuma posição ideológica ou filiação política deve se sobrepor ao dever de cuidado. 

A doutora Juliana precisa revisitar o juramento da classe médica, que diz que independentemente de qualquer posição ideológica ou filiação política, nada se colocará entre o dever dela e o seu paciente, o seu doente”, declarou.

A advogada também questionou se a profissional conseguiria atender pacientes de diferentes orientações políticas sem fazer distinções. Para sustentar a crítica, mencionou o resultado das eleições presidenciais em Itabuna, onde mais de 56% da população votou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

Será mesmo que a doutora Juliana vai conseguir atender mais de 56% da população de forma indistinta, independente da opção de voto que essa pessoa tenha assumido?”, questionou Ursula. 

Na sequência, cobrou uma manifestação do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM). Outro ponto levantado pela advogada foi a declaração sobre o descarte de amostras de medicamentos. 

“Até que ponto ela de fato pode jogar fora remédios, ao invés de disponibilizá-los a quem precisa?”, questionou. Ursula também ressaltou que a medicina deveria ser uma referência de acolhimento aos mais vulneráveis, independentemente de “credo, ideologia política, sexo ou religião”.

Ao final da gravação, a advogada pediu que Juliana se manifestasse publicamente e apresentasse uma retratação à população de Itabuna: “Doutora Juliana Pitanga, nós te respeitamos por suas escolhas políticas e ideológicas, mas de igual modo exigimos respeito”, afirmou.

A reportagem do BNews tentou contato com a médica para obter um posicionamento sobre as declarações e a repercussão do caso, mas não recebeu retorno. O CREMEB também foi procurado para informar se tomou conhecimento do episódio, se recebeu alguma denúncia ou se pretende adotar providências, mas não respondeu até a publicação desta matéria.

Com informações do Bnews



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