Um suspeito foi morto e um ex-integrante do Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) preso, na manhã desta terça-feira, 26, na Operação Lex Última, que teve como objetivo desarticular um grupo envolvido no sequestro de um político em janeiro.
Ao todo, seis mandados de prisão foram cumpridos, sendo quatro em Salvador, um em Serrinha e o outro em Catu.
Morte de suspeito
O suspeito morto foi Isaac Santos Ferreira, de 25 anos, em Catu, que resistiu à abordagem. Segundo a Polícia Civil, durante o cumprimento das ordens judiciais, ele entrou em confronto com as equipes policiais, sendo atingido. O jovem foi socorrido para uma unidade médica, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, foi apreendida uma arma de fogo.
De acordo com as investigações, ele tinha ligação direta com o tráfico de drogas, além de integrar um grupo criminoso vinculado à liderança do grupo investigado.
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Integrante do Baralho do Crime preso
Um dos presos foi Demilson Sales das Neves, vulgo Tutuca, de 36 anos, ex-integrante do Baralho do Crime da SSP. Ele é apontado como mentor da ação criminosa e possui histórico de extorsões contra comerciantes da região de Pernambués. Além disso, ele teve envolvimento no sequestro das três mulheres, ocorrido no Salvador Shopping, em março.
Outras prisões
Uma mulher, de 20 anos, também alvo da operação, foi localizada no bairro Engenho Velho de Brotas, em Salvador, com 52 pinos de cocaína, 35 pedras de crack e R$ 287 em espécie.
Os outros três suspeitos não foram revelados.
Relembre o sequestro do ex-político
O ex-político sequestrado, de 59 anos, que não teve a identidade revelada, foi sequestrado em 28 de janeiro, no bairro de Sete Portas, em Salvador.
As apurações do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), conduzidas pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) apontam que ele foi levado em um veículo para um cativeiro localizado na região da Baixinha de Santo Antônio, no bairro de São Gonçalo do Retiro.
Segundo as investigações, a vítima conseguiu fugir do cativeiro ainda durante a noite e acionou a Polícia Civil no dia seguinte.
As apurações apontaram que o grupo criminoso monitorava previamente a rotina da vítima e havia estudado seu perfil antes da execução do sequestro.
Mesmo após conseguir escapar dos sequestradores, a vítima continuou sendo alvo de extorsões praticadas pelo grupo criminoso. A mulher presa durante a operação seria responsável por intermediar as estorções entre os investigados e a vítima.