O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, aparece com o maior índice de rejeição entre os principais nomes testados para a eleição de 2026, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17). O levantamento aponta que 50% dos entrevistados afirmam que não votariam no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece logo atrás, com 48% de rejeição. Os dois estão tecnicamente empatados nesse quesito, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa.
A rejeição de Flávio é maior entre alguns segmentos específicos do eleitorado. Entre as mulheres, o índice chega a 55%. Na faixa etária de 60 anos ou mais, alcança 59%. Entre pessoas que declararam não ter religião, chega a 68%, enquanto no Nordeste atinge 61%.
Apesar do índice de rejeição, Flávio aparece na segunda colocação nas intenções de voto para o primeiro turno. No cenário estimulado, Lula registra 41%, contra 36% do senador. Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, enquanto Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) aparecem com 4% cada.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o senador registra 44%. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro.
A pesquisa também mostra que 33% dos entrevistados afirmam preferir a eleição de Flávio Bolsonaro, de um candidato apoiado por Jair Bolsonaro ou de outro integrante da família Bolsonaro. Outros 24% dizem preferir um candidato que não tenha ligação nem com Lula nem com Jair Bolsonaro.
O levantamento foi realizado pela Nexus por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto e ouviu 2.003 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03317/2026.
Os números foram divulgados um dia após o início oficial da campanha eleitoral de 2026. Flávio lançou sua candidatura em um ato realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro, enquanto Lula iniciou a campanha em São Bernardo do Campo (SP).
Com informações do DCM