Ministério da Justiça manda sites suspenderem venda de destilados

51

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski 08 de outubro de 2025 | 18:00

Ministério da Justiça manda sites suspenderem venda de destilados

A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou nesta quarta (8) as plataformas de comércio eletrônico Shopee, Enjoei, Mercado Livre, Amazon Brasil, Magazine Luiza, Casas Bahia, Americanas, Zé Delivery e Carrefour para que interrompam a venda de bebidas destiladas.

As empresas deverão suspender temporariamente os anúncios e a comercialização desses produtos enquanto revisam mecanismos internos de verificação para impedir a venda de bebidas sem comprovação de procedência.

O órgão quer que as varejistas adotem medidas imediatas de controle e prevenção.

A medida acontece após reunião de representantes de empresas de bebidas com o Ministério da Justiça nesta terça (7) para discutir a crise de intoxicação por metanol. O setor propôs a criação de um certificado para que destilados vendidos em marketplaces venham apenas de fornecedores homologados.

Essa certificação já está sendo desenvolvida em bares e restaurantes físicos, para que toda a bebida vendida nesses estabelecimentos tenha sua origem verificada.

Segundo Cristiane Foja, presidente da Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas), o ministro Ricardo Lewandowski (Justiça) concordou com a avaliação do setor para facilitar a remoção de anúncios de destilados falsificados.

“Como o ministro bem falou, eles têm o entendimento de que não há necessidade de uma medida judicial para se tirar uma uma oferta do ar, e que é possível fazer isso administrativamente. Isso é um avanço”, afirmou.

Hoje, as entidades que representam as empresas do setor têm parcerias com algumas plataformas de comércio online, como o Mercado Livre, para remoção de ofertas duvidosas de bebidas após denúncia. No entanto, segundo Cristiane, padronizar a certificação facilitaria esse trabalho e evitaria que a derrubada de anúncio dependesse de parcerias específicas com cada entidade.

“Quando sinalizamos a oferta duvidosa, eles retiram do ar. Mas pegar cada oferta dessas e sair rastreando é um trabalho que não é da indústria. É uma coisa que tem que ser filtrada já no cadastro da oferta”.

A proposta deve ser debatida no comitê para discutir os casos de intoxicação por metanol, anunciado na terça. Além do ministro da Justiça, as entidades também se reuniram com o Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, e o deputado Kiko Celeguim (PT-SP), relator do projeto de lei que torna crime hediondo a adulteração de bebidas, para discutir a ampliação da pena para esses casos.

Luany Galdeano/Folhapress



Fonte: Política Livre

Artigos relacionados

Política

Tarifaço de Trump: entenda as mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço do...

Política

Aliados de Alcolumbre veem movimento de Renan Calheiros para atingir presidência do Senado em depoimento de dono do Banco Master

Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avaliam com cautela a...

Política

Cúpula do Congresso sinaliza votar pena menor a Bolsonaro se pressão por CPI do Master esfriar

A cúpula do Congresso Nacional sinalizou que pode marcar, no início de...

Política

Empresária passa mal e depoimento é encerrado na CPMI do INSS

O depoimento da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos na Comissão Parlamentar Mista...