Mota revela que sócios ajudaram a pagar Renê: “Nós íamos perder”

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Vitória foi campeão do Nordeste neste final de semana |  Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

A torcida do Esporte Clube Vitória jogou junto com a diretoria para garantir a permanência de um dos seus principais destaques na temporada de 2026. Em entrevista ao canal Canto Rubro-Negro, o presidente Fábio Mota revelou os bastidores da contratação em definitivo do atacante Renê, de 22 anos, e cravou: se não fosse o recente aumento no número de associados do programa Sou Mais Vitória, o clube teria perdido o jovem atleta para a concorrência.

O anúncio oficial da compra de Renê foi feito nesta sexta-feira (5), com o centroavante assinando um vínculo válido por três anos. Para adquirir 50% dos direitos econômicos que pertenciam à Portuguesa, o Leão desembolsou 1 milhão de euros (cerca de R$ 6 milhões na cotação atual).

De acordo com a diretoria, o montante das primeiras parcelas foi quitado integralmente com os recursos vindos direto do plano de sócios, que já se aproxima da marca histórica de 54 mil associados adimplentes.

Assédio de rivais e o “fantasma” de Lucas Halter

Fábio Mota explicou que, embora o contrato de empréstimo desse prioridade ao Vitória para exercer a compra até o dia 30 de novembro, o mercado começou a inflacionar o salário do jogador por fora. Outras equipes do futebol brasileiro passaram a sondar os empresários de Renê com propostas salariais muito acima do teto estipulado.

“Mesmo a gente tendo a prioridade, que estava estipulado o dia 30 de novembro o pagamento de € 1 milhão e os salários dos próximos três anos, já tinha clubes procurando os empresários do atleta e oferecendo valores maiores de salário. E aí, se o atleta disser que não vem, não vem mesmo. Olha o que aconteceu com Halter? Não condeno o atleta“, desabafou o presidente, relembrando o caso do zagueiro Lucas Halter, que acabou indo para o exterior no início da temporada por uma proposta salarial superior.

A estratégia nos bastidores de São Paulo

Ao perceber a movimentação de bastidores e o risco real de perder a sua principal referência ofensiva, Fábio Mota agiu rápido. O mandatário rubro-negro viajou a São Paulo e se reuniu com a cúpula da Portuguesa para brecar o leilão e selar o acordo de imediato.

“Quando descobrimos isso, fui à Portuguesa, mas neguei [para a imprensa] porque a estratégia era essa, negar. Conversamos e fechamos o contrato do Renê. É um grande ativo que o Vitória contrata de 22 anos”, completou o dirigente.

Próximas compras

Ainda de acordo com Fábio Mota em entrevista ao Canto Rubro-Negro, a campanha segue e a meta é de chegar a 60 mil sócios adimplentes. Segundo o presidente, a renda desses novos sócios deve ser fundamental para que o clube dê um passo adiante na aquisição de outros atletas, como Zé Vitor, Diego Tarzia e Cacá.

Fonte: A Massa

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