O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na manhã desta segunda-feira, 9, que o escândalo envolvendo o Banco Master deve influenciar as narrativas dos candidatos nas eleições deste ano.
Segundo ele, grandes operações policiais costumam ganhar contornos eleitorais e acabam sendo usadas politicamente.
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Além do caso do Banco Master, Motta afirmou que outros episódios também podem repercutir durante o período eleitoral, de acordo com a “conveniência” de cada grupo político.
“Já assistimos aqui no Brasil, em um passado recente, que esse tipo de operação acaba sendo tema das eleições. As narrativas passam a ser construídas de acordo com a conveniência do lado político ao qual a operação pode ter algum tipo de relação. Não vejo que o assunto será apenas esse, pois temos outras operações”, disse.
A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador, concedida por telefone. O presidente da Câmara está na capital baiana para receber a Medalha de Mérito “Deputado Luís Eduardo Magalhães”.
Câmara defende apuração imparcial
Ainda durante a entrevista, Motta afirmou que a Câmara acompanha os desdobramentos do caso Master e defende que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF) conduzam as investigações sem interferências.
A expectativa, segundo ele, é que o caso seja apurado de forma imparcial e que eventuais responsáveis sejam punidos.
“Temos que defender a apuração imparcial de todo e qualquer problema que exista no nosso país. No caso do Banco Master, temos observado que o próprio STF tem acompanhado de perto e tomado decisões importantes, como prisões preventivas, quebras de sigilo e mandados de busca e apreensão”, afirmou o presidente da Câmara.
“Não só o trabalho do Supremo, como também o da própria Polícia Federal, deve ocorrer sem nenhuma interferência, buscando, de forma correta, a eventual punição de quem tenha cometido algum tipo de ilícito”, concluiu.