MP tentou barrar soltura de baiano que matou em cinema de SP

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Mateus da Costa Meira está solto desde 2024 |  Foto: Reprodução/True Crime/O Globo

Antes de ser posto em liberdade, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) tentou impedir que o ex-estudante de medicina baiano responsável por uma chacina em uma sala de cinema em São Paulo deixasse o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Salvador. O órgão considerou que ele ainda não estava apto a viver em sociedade por representar risco, inclusive para a própria família. A informação é do jornalista Ullisses Campbell, da coluna True Crime, do jornal O Globo.

A coluna teve acesso ao processo de execução penal contra Mateus da Costa Meira, de 51 anos, e constatou que nem os próprios pais do condenado pretendiam acolhê-lo após sua soltura, que ocorreu em 2024. Na semana passada, Ullisses publicou que o ex-estudante de medicina frequentava um shopping de Salvador, inclusive uma sala de cinema. O centro de compras se manifestou e informou que a imagem divulgada pelo jornalista no local era do mesmo ano em que ele deixou o Hospital de Custódia.

Recusa da família

Para tentar impedir que o ex-estudante retornasse para casa, o MP-BA argumentou que não havia exame pericial comprovando que ele não representava mais risco à sociedade, além de questionar se os pais idosos teriam condições de supervisioná-lo e se ele seria capaz de lidar com frustrações do cotidiano.

A família informou à Justiça que não tinha condições de recebê-lo em razão do histórico de violência. Segundo o processo, ele teria quebrado a costela do pai após um soco, agredido a mãe em diferentes ocasiões e perseguido a irmã com uma faca.

Crimes

Mateus matou três pessoas e deixou outras nove feridas após entrar armado em uma sala de cinema de um shopping de São Paulo, em 1999. Ele foi condenado inicialmente a 120 anos de prisão.

Após passar pela Penitenciária de Tremembé, em São Paulo, o baiano foi transferido para a Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, onde tentou matar um companheiro de cela usando uma tesoura. Em um novo julgamento, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) considerou que Mateus era incapaz de discernir o que era certo ou errado.

Fonte: A Massa

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