Mulher tem cabelo raspado em exame toxicológico para CNH

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Uma mulher denunciou uma clínica após ter parte do cabelo raspada durante a coleta de material para um exame toxicológico para tirar primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em João Pessoa, na Paraíba. O caso ganhou repercussão nas redes sociais, e a jovem registrou um boletim de ocorrência e decidiu buscar reparação na Justiça.

Segundo Ana Karolina, o procedimento foi realizado em um laboratório credenciado para a realização do exame. A influenciadora afirma que a profissional responsável retirou uma quantidade de cabelo muito maior do que a necessária, deixando uma falha visível no couro cabeludo.

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Em vídeos publicados nas redes sociais, Ana Karolina mostrou a área afetada e relatou ter ficado constrangida e emocionalmente abalada com a situação.

“Perguntei se ela estava cortando apenas os 3 cm necessários, e ela respondeu que sim. Após a primeira coleta, disse que o material não servia. Então, cortou meu cabelo novamente. Foi nessa segunda tentativa que ela deixou um buraco enorme e muito visível na minha cabeça”, escreveu.

Tentativas de coleta

De acordo com o relato da jovem, foram realizadas duas tentativas de coleta. Após a primeira amostra ser considerada inadequada, a profissional teria retirado uma nova quantidade de fios.

Além da falha deixada no couro cabeludo, Ana Karolina afirma que precisou mudar a forma de pentear o cabelo para esconder a região afetada. Ela também questionou a postura da clínica após o ocorrido.

“Está um buraco. Não veio um pedido de desculpas, a clínica disse que esclareceria na segunda, mas e a moça que fez [o serviço]?”, disse nas redes sociais.

Após o episódio, a influenciadora registrou um boletim de ocorrência e decidiu buscar reparação judicial.

Exame toxicológico

A coleta para o exame toxicológico deve ser realizada, preferencialmente, na região posterior da cabeça, próxima à nuca, de maneira que não deixe falhas aparentes. Em geral, uma pequena quantidade de fios é suficiente para a realização da análise.

O exame permite identificar o consumo recorrente de determinadas substâncias dentro de uma janela de detecção que varia conforme o material utilizado na coleta.

Após mudanças na legislação de trânsito, o exame toxicológico passou a ser exigido também para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B. O teste pode ser realizado a partir de amostras de cabelo ou, quando necessário, de pelos do corpo.



Fonte: A Tarde

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