Mulheres denunciam agressão e racismo cometidos por ex-chefe em centro empresarial de Salvador

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Duas mulheres denunciaram ter sido vítimas de agressão física e racismo praticados pelo ex-chefe em um centro empresarial de Salvador, na terça-feira (6). As vítimas são Mônica Freitas e Naiane Ferreira, que trabalharam na empresa do suspeito por pouco mais de um ano. O homem nega as acusações. Ninguém foi preso.

Segundo os relatos, durante o período em que eram funcionárias, as mulheres afirmam que sofreram ameaças constantes. De acordo com Mônica Freitas, o ex-chefe dizia que não aceitava que elas deixassem a empresa para trabalhar em outro local e fazia ameaças recorrentes durante reuniões.

Há cerca de quatro meses, Mônica e Naiane deixaram a empresa, mas passaram a atuar em outro negócio localizado no mesmo edifício comercial onde funciona a empresa do suspeito. Conforme Naiane, mesmo após a saída, as intimidações continuaram nos corredores do prédio. As duas afirmam que chegaram a considerar registrar ocorrência, mas não deram prosseguimento por medo.

No fim de dezembro de 2022, postagens feitas pelo suspeito em redes sociais chamaram a atenção das ex-funcionárias. Nas publicações, ele comparou fotos de confraternizações da empresa e utilizou termos associados à cor da pele das pessoas retratadas. As mulheres salvaram as imagens como prova. Procurado, o suspeito afirmou que as fotos são montagens.

Na terça-feira (6), Mônica relatou que caminhava pelo corredor do prédio acompanhada de um cliente quando teria sido empurrada pelo ex-patrão. Em seguida, segundo ela, começaram as agressões verbais e físicas. Uma terceira mulher, identificada como filha do suspeito, também teria participado da agressão.

Naiane afirmou que foi até o local após ouvir gritos e, ao presenciar a agressão contra Mônica, também acabou sendo atingida. Ela relatou ter levado um soco na cabeça e caído no chão.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a confusão envolvendo o ex-chefe e as mulheres. O suspeito afirmou que as imagens foram editadas e declarou que a discussão teria começado após uma agressão contra a filha dele.

O caso é investigado como lesão corporal pela Central de Flagrantes de Salvador. Em nota, o condomínio onde ocorreu o episódio informou que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, classificou o ocorrido como um caso isolado e afirmou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Com informações do G1 Bahia

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