Mulheres têm recorrido ao uso de canetas emagrecedoras no pós-parto

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O uso de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, as famosas “canetas emagrecedoras”, vêm se popularizando cada vez para diversos públicos. Entre as mulheres puérperas, o movimento também é crescente, segundo um estudo publicado em novembro de 2025 na revista JAMA.

Em busca de eliminar o peso adquirido durante a gestação, elas têm recorrido ao atalho. A pesquisa, desenvolvida por uma equipe de dinamarqueses e canadenses, cruza os registros de nascimentos na Dinamarca de janeiro de 2018 a junho de 2024 com dados do sistema nacional de prescrições médicas.

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O levantamento identifica mães que preencheram pelo menos uma receita de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos desses fármacos, entre o parto e os primeiros 182 dias do puerpério.

Os resultados apontam a uma mudança rápida e expressiva no padrão de uso. Se em 2018, os registros eram inferiores a cinco usuárias a cada 10 mil partos, em 2024 a taxa subiu para 173 pessoas.

No total, entre as mais de 382 mil gestações analisadas, 1.549 mulheres recorreram às canetas no pós-parto.

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Entenda a crescente

A popularização começou em dezembro de 2022, quando a Dinamarca liberou a semaglutida para tratar casos de obesidade. Antes, o medicamento era indicado apenas para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2.

Assim, pesquisares constataram que a maioria das mulheres que buscou pelo produto em 2023 e 2024 não tinha histórico de diabetes, mas estava acima do peso antes mesmo da gravidez.

No Brasil, médicos também observam uma maior procura, principalmente devido ao desconforto com o corpo, medo de não recuperar o peso original, falta de autoestima e histórico de efeito sanfona. Ou seja, todos os fatores são oriundos da pressão estética em um período de grande vulnerabilidade física e emocional.

Ainda não há estudos concretos sobre como os medicamentos agem em relação a mudanças hormonais e fisiológicas do puerpério. Pesquisas ainda em andamento sugerem que a semaglutida não é transferido para o leite materno em quantidade significativa, mas não há comprovação de que os medicamentos sejam seguros durante a amamentação.



Fonte: A Tarde

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