A derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, na noite deste sábado, 9, na Arena Fonte Nova, aumentou a pressão sobre o técnico Rogério Ceni no comando do Esporte Clube Bahia. O revés, válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, fez o Tricolor chegar à quinta partida consecutiva sem vencer na temporada — a pior sequência da equipe desde 2024.
Questionado após o jogo sobre um possível temor em relação à permanência no cargo, o treinador evitou tratar do assunto diretamente e afirmou que a avaliação deve partir da diretoria do clube.
Eu não posso me preocupar com isso
Mesmo reconhecendo o momento delicado vivido pelo Esquadrão, Ceni destacou que segue trabalhando diariamente em busca de alternativas para fazer o time reagir e interromper a sequência negativa.
“Eu tento, todos os dias, fazer o meu melhor, trabalhar. Eu não canso de trabalhar, chego cedo, saio tarde todos os dias, tento encontrar soluções, trocas, alternativas para a gente estar sempre dentro do jogo. Então, assim, eu estou há 35, 36 anos mais ou menos dentro disso. Essa pergunta que você faz, eu compreendo. É dentro de um pacote que existe no futebol. Acho que nós estamos sempre tentando fazer o nosso melhor”, afirmou o treinador.
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Na análise do comandante tricolor, o cenário atual vai além das questões táticas e técnicas. Para ele, o aspecto emocional tem pesado diretamente no desempenho da equipe dentro de campo.
Dentro do que nós temos, estamos fazendo tudo o que podemos. Mas as coisas não estão acontecendo
“Emocionalmente eu acho que o time realmente sente o peso, e isso é visível para todos, esse peso que estamos carregando. Nós precisamos de um grande resultado, precisamos fazer algo diferente para mudar a chave, para trazer o torcedor para o nosso lado, para resgatar essa energia que esse time sempre teve”, pontuou.
Se, neste momento, o técnico do Bahia afirmou que não pode se preocupar com uma possível descontinuidade no cargo, nesta quarta-feira, 13, às 21h30, em Belém (PA), contra o Remo, pelo jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil, Rogério Ceni pode passar a temer ainda mais pela continuidade do seu trabalho em caso de uma nova eliminação precoce na temporada.
No Bahia desde 2023, Rogério Ceni já havia classificado o atual cenário como o período mais complicado de sua passagem pelo clube. Após a derrota para o Remo, pela Copa do Brasil, há pouco mais de duas semanas, o treinador afirmou viver o “momento mais delicado” à frente do Tricolor, superando até mesmo a fase de luta contra o rebaixamento.