| Pré-candidato negou que tenha feito acordo com petista para deixar de falar de escândalo envolvendo Banco Master |Devid Santana/BNews |
Vice-presidente do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, o pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto comentou as investigações que atingiram em cheio o senador Jaques Wagner (PT), alvo da Polícia Federal na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A apuração investiga um possível vínculo entre o entorno familiar de Jaques e suas empresas com outros nomes conectados ao Banco Master.
Durante o Giro Baiana nesta quarta-feira (01),na Baiana FM 89,3, Neto foi questionado sobre não ter comentado diretamente as declarações por ter feito um suposto acordo com o petista para não tocar o assunto. No entanto, o ex-prefeito resolveu abordar o assunto.
“Minha declaração foi clara de defender toda investigação da forma mais ampla, isenta e transparente o possível, não só em relação ao senador Jaques Wagner, mas em relação a qualquer um. A pessoa que está na vida pública ela precisa agir de forma transparente e prestar contas ao cidadão. Ele vai ter que prestar contas das suas atitudes, dos euros e dólares que foram encontrados em suas residências e vai ter que prestar contas de tudo. E nós temos que acompanhar e cobrar. Que isso fique claro”, afirmou ACM Neto.
Eu nunca, nem com Wagner e nem com ninguém, nem com o próprio Rui Costa, que é sempre muito raivoso comigo e se perde, nunca levei ao pessoal. Não faço esse tipo de política, apontando o dedo e indo para o pessoal. Agora no público e na atuação, tem que ser tudo muito esclarecido, de uma maneira muito firme, não tenham dúvida disso”, acrescentou.
Ainda de acordo com Neto, cabe ao próprio senador se justificar sobre o assunto. Porém, ele avaliou que as respostas de Wagner à investigação não foram “felizes ou precisas”, o que esclareceriam o fato.
“Quando a gente olha o conjunto da respostas, pelo menos a mim de fora, que não conheço e não participo dos detalhes, já que caberá ao PF, ao MPF e ao Poder Judiciário, se havia ou não algum tipo de irregularidade, me pareceu uma resposta frágil e insuficiente. A investigação tem que avançar, os fatos têm que ser apurados e, havendo responsáveis, eles devem ser punidos”, disse o pré-candidato.
ACM Neto ainda pontuou que não houve qualquer tipo de acordo com Jaques Wagner para evitar abordar o caso do Banco Master na campanha eleitoral de 2026. “Isso é uma coisa impossível. Eu não trato de política com o senador Jaques Wagner. Eu estive pouquíssimas vezes com ele apenas em ambientes sociais, onde nos cumprimentamos educada e civilizadamente. Depois que ele deixou o governo, quando eu era prefeito, depois dali eu nunca tratei política com Wagner. Nós somos pessoas diferentes, temos procedimentos diferentes e atuamos em campos políticos diferentes. Não teria nem como ter uma conversa nesse sentido”, rejeitou.
Ele ainda defendeu que seja feita uma apuração ampla e irrestrita, independente de quem seja o investigado.
O que é importante: não dá para ter régua diferente para ninguém. A investigação, a lei, a apuração e a necessidade de transparência e conclusão valem para todo mundo, não interessa se é do União Brasil, do PT, Flávio, Wagner ou quem. Não quero e não vou pré-julgar nada”, finalizou ACM Neto.
Fonte: BNews