O Cadastro de Pessoa Física (CPF) esconde um “segredo” pouco conhecido sobre a sequência numérica que compõe o documento. Entre critérios matemáticos e informações de origem geográfica, os números garantem a autenticidade do registro.
De acordo com a Lei 14.534/2023, o CPF passou a ser o único número de identificação válido em documentos oficiais no Brasil. Mas você sabe como funciona a estrutura dos 11 dígitos?
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Como é formado o CPF
O CPF é composto por 11 números divididos da seguinte forma:
- Primeiros oito dígitos: gerados aleatoriamente pelo sistema;
- 9º dígito: indica a região fiscal onde o documento foi emitido;
- 10º e 11º dígitos: são os chamados verificadores, usados para validar o número.
O “segredo” do 9º dígito
O nono dígito, também conhecido como antepenúltimo número, revela a região onde o CPF foi registrado. Veja a correspondência:
- 1: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins
- 2: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima
- 3: Ceará, Maranhão e Piauí
- 4: Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte
- 7: Rio de Janeiro e Espírito Santo
- 9: Paraná e Santa Catarina
Para que servem os dígitos verificadores?
Os dois últimos números do CPF (10º e 11º dígitos) têm a função de evitar fraudes e erros de digitação. Eles são calculados a partir dos nove números anteriores, por meio de uma fórmula matemática específica.
O décimo dígito valida os nove primeiros números, enquanto o décimo primeiro confirma os dez anteriores. Esse sistema permite verificar a autenticidade do CPF sem a necessidade de consultar diretamente o banco de dados da Receita Federal.