O dia dedicado aos jornalistas, hoje, 7 de abril, é uma boa oportunidade de verificar como seria o mundo sem os profissionais responsáveis pela notícia. Nesta reflexão, não pode faltar a necessidade de combater as fake news, servindo o trabalho da imprensa como imunizante contra a mentira e a fraude.
Não há como praticar o jornalismo responsável sem o compromisso com a verdade: assim, compreendemos por que tiranos atacam os comunicadores. A expansão de ideologias extremistas só pode ser enfrentada com a dedicação dos jornalistas para fazer da produção de conteúdo uma barricada antifascista.
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Sem jornalismo, não há democracia, pois a prestação do serviço noticioso tem como alicerce a pluralidade, distribuindo-se proporcionalmente as vozes. O jornalista é o responsável por fazer circular as versões, permitindo, assim, à cidadania, o acesso às informações imprescindíveis para o bom convívio social. Em ano eleitoral, este dever de ofício aumenta de importância no sentido de ajudar as pessoas a verificar melhor quais candidatos estão aptos ao voto.
Instituída em 1931 pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a data renova a defesa da ética e da liberdade de expressão, entre outros valores e virtudes. O 7 de abril reforça a influência no ambiente político, pois refere a data de renúncia de D. Pedro, em 1831, devido aos efeitos do assassinato de um jornalista.
Líbero Badaró era editor do Observador Constitucional e publicava conteúdos críticos ao imperador, morrendo em atentado, atribuído a seguidores de D. Pedro no dia 30 de novembro de 1830. Essa origem da data celebrativa diz muito sobre o perfil aguerrido e firme na resistência civil desta atividade, muitas vezes heroica, por um país digno.
As edições de noticiários contribuem para o ordenamento da sociedade a fim de fiscalizar o poder público, identificar problemas e propor soluções razoáveis. Por tudo isso, hoje é dia de abraçar o jornalista e agradecer pelo empenho diário em confirmar os fatos na condição de historiador do cotidiano.