Sindicato dos Rodoviários de Salvador afirmam enxergar com preocupação a medida adotada
O Sindicato dos Rodoviários Urbanos de Salvador definiu, em assembleia realizada nesta quinta-feira (15), as estratégias para garantir o futuro dos cobradores de ônibus após a aprovação do fim do pagamento em dinheiro no transporte coletivo da capital baiana.
A principal proposta é que os trabalhadores sejam realocados para outras funções, sem perder o emprego.
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O que o sindicato propõe para os cobradores
Em entrevista ao grupo A TARDE, o presidente da entidade, Fábio Primo, detalhou as alternativas em discussão:
– criação da função de agente de bordo;
– realocação como motoristas dos cobradores que possuem CNH categoria D;
– criação de outras funções dentro das empresas de transporte de Salvador.
Segundo Primo, a possibilidade de migração para a direção valeria caso o decreto passe a valer a partir de 1º de novembro. Ele também citou atividades como a organização de filas nos terminais e nos grandes corredores da cidade.
O presidente do sindicato destacou ainda a necessidade de profissionais para operar o elevador dos veículos. Segundo ele, por causa da geografia complicada de Salvador, não é viável deixar o motorista sair do volante para essa tarefa. “A gente tem diversas áreas que a gente pode relocar esses trabalhadores”, afirmou.
Cobrador cobra posição da Prefeitura
Cobrador na Integra Plataforma, Adenilson Correia afirmou que a categoria não foi pega de surpresa, já que a ameaça rondava o sistema há algum tempo. Para ele, a responsabilidade de apontar uma solução é da gestão pública.
Ele defendeu que o prefeito Bruno Reis sente com o sindicato para construir uma saída. Adenilson ressaltou o impacto social do possível desemprego em massa, em um cenário em que o número de desempregados no país e na capital já é elevado. “Eu acredito na luta que o sindicato está fazendo”, disse.
Quando ele desemprega um homem, desemprega uma família inteira
Cobrador Adenilson Correia
Passeata está marcada para o dia 3 de novembro
A categoria já tem data para ir às ruas. Ainda segundo Fábio Primo, a passeata será realizada no dia 3 de novembro, às 13h, com o objetivo de mostrar ao prefeito o impacto da medida na vida dos trabalhadores. O sindicato convoca não apenas cobradores e motoristas, mas também familiares e usuários do transporte.
Fábio Primo reforçou que o ato não representa apenas postos de trabalho. “Não é 3.800 postos de trabalho, é 3.800 famílias que essa categoria representa”, afirmou.
Adenilson também pediu a adesão da população, por considerar que o cobrador é um agente que ajuda o usuário no dia a dia. “Acredito que a sociedade, como geral, vai abraçar essa luta também”, completou.