Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), inviabilizou, nas condições atuais, o encontro entre o presidente da Argentina, Javier Milei, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), previsto para ocorrer durante a visita do líder argentino ao Brasil.
De acordo com a decisão, Bolsonaro ficará proibido de receber visitas por 30 dias, com exceção de seus advogados e dos profissionais responsáveis por seu atendimento médico e fisioterapêutico. Além disso, o ministro determinou que permanecem vedados encontros com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026.
A visita de Milei estava prevista para o dia 25 de julho. Segundo a defesa de Bolsonaro, o encontro teria caráter institucional e faria parte da agenda oficial do presidente argentino no Brasil. No entanto, o cronograma também previa a participação de Milei em evento político de apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o que, na avaliação da decisão judicial, esbarra nas restrições impostas ao ex-presidente.
Ainda conforme a decisão, mesmo após o fim da suspensão temporária das visitas, encontros de natureza político-eleitoral continuarão proibidos, salvo autorização expressa do STF. Dessa forma, a realização da reunião dependeria de uma nova manifestação do ministro Alexandre de Moraes.
O endurecimento das medidas ocorreu após Moraes entender que Bolsonaro descumpriu determinações judiciais ao participar da elaboração de uma carta de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, posteriormente divulgada nas redes sociais. O ministro manteve a prisão domiciliar do ex-presidente e advertiu que eventual novo descumprimento poderá resultar na conversão da medida em regime prisional mais rigoroso.
Com informações do DCM