‘Oxe é Jazz’ retorna gratuitamente com ótimas atrações locais

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O projeto Oxe, é Jazz retorna amanhã e sábado à capital baiana para mais uma edição com nomes proeminentes da cena de Salvador, em um encontro que aquece o coração dos amantes de jazz e blues.

Com curadoria do guitarrista e produtor Eric Assmar, terá como atrações o também guitarrista e compositor, Raoni Maciel, com participação da cantora e clarinetista Vanessa Melo, o próprio curador, Eric Assmar, que encerra a primeira noite convidando o trompetista Joatan Nascimento.

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No sábado, 16, Laurent Rivemales, do Jazz na Avenida, inicia a programação com o seu quinteto composto por Remo Bianco (saxofone tenor); Fernando Miranda (trompete); Bruno Aranha (piano) e Giroux Wanziler (contrabaixo acústico) em homenagem ao lendário baterista Art Blakey.

O guitarrista Márcio Pereira finaliza a edição com a apresentação do seu trabalho solo pela primeira vez no festival, convidando a jovem cantora Cinara para um show que mistura jazz, blues, R&B e soul.

Consolidação na Bahia

Eventos como o Oxe, é Jazz estimulam a consolidação do jazz e do blues dentro do cenário da música baiana, especialmente por acontecer em um local público e com a presença de artistas locais, assim considera o curador Eric Assmar.

“Para o estado da Bahia, tão caracterizado pela diversidade musical e cultural, ter um evento que acontece regularmente em uma praça pública trazendo a presença de artistas da cena local, é muito importante para o fomento dessa produção contemporânea de música instrumental no estado”, ressalta Eric.

Para o guitarrista Raoni Maciel, o festival é uma vitrine para novos artistas e a consolidação de nomes já consagrados, misturado com a influência da cultura local.

“Eu diria que o ‘jazz’ em Salvador é bem peculiar, porque é inevitável a forma de expressar música nessa cidade sem ser influenciado por toda cultura que nos cerca. E ter um espaço como o Oxe, que traz tanto artistas consagrados como independentes, intermedia e oportuniza os dois lados”, afirma Raoni que garante um show envolvente, com muito “Groove afro brasileiro”, melodias marcantes e “atitude rock” para o público.

Gratuito, o evento tende a recepcionar diferentes perfis de pessoas, consolidando tanto aqueles que já costumam frequentar, quanto aqueles que vêm se tornando novos adeptos. “A gente vai mobilizando novos adeptos, fidelizando pessoas que se interessam por esse estilo musical, graças ao livre acesso de um festival que acontece em uma praça pública e que costuma atender perfis bem amplos”, destaca Assmar.

Idealização do projeto

Com o propósito de democratizar o acesso a esse estilo musical, a CEO da produtora cultural Mais Ações Integradas, Patrícia Werneck, idealizou o Oxe, é Jazz, dando um nome que se comunica com o público local. O termo pode carregar muitas conotações, mas nesse caso o emprego do “oxe” se refere à surpresa, como explica Assmar.

“A conotação é de surpresa, de você dar de cara com uma apresentação de jazz e de blues em uma praça em Salvador. É um nome que sintetiza uma reação de surpresa positiva à música que está em um espaço público”.

Um movimento que já passou por algumas cidades do interior e finaliza a sequência em Salvador, especificamente no Parque Costa Azul, conta com outros atrativos que potencializam a economia criativa. “Temos expositores diversos que a cada edição estão presentes no parque, com comidas diversas, artesanatos, bebidas, atrações para crianças, entre outros”.

Público atento

Com quatro anos de estrada, o Oxe, é Jazz realiza sua segunda edição de 2026 agora (a primeira foi em janeiro). “A expectativa é a melhor possível, com uma grade que sintetiza bem o objetivo do evento, que traz nomes contemporâneos do jazz e do blues aqui em Salvador”, explica Eric.

O guitarrista afirma que há uma avidez do público pelo projeto, já que a última vez foi em janeiro. “Eu acredito que teremos uma presença bem expressiva de público, tanto na sexta quanto no sábado, porque existe uma expectativa, o público está contando os dias para assistir”, deduz Assmar.

“Temos um público atento, sedento por arte, música boa e muito aberto ao novo, o que me deixa muito feliz, porque com certeza muita gente que estará na plateia vai estar vendo meu show e ouvindo minhas músicas pela primeira vez e me sinto privilegiado em tocar para uma escuta atenta”, reflete Raoni que tocará algumas das suas composições premiadas no festival da Educadora e Troféu Caymmi.

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.



Fonte: A Tarde

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