Pegue a visão: golpes com biometria facial disparam no Brasil

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Biometria facial pode se tornar um perigo nas mãos de pessoas erradas |  Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As tentativas de golpe usando biometria facial e documentos falsos aumentaram 28,3%, em um ano, no Brasil. Só entre janeiro e maio de 2025 foram registradas 2,3 milhões de ocorrências, uma média de 11 por minuto, segundo dados do Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian.

De acordo com Caio Rocha, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da empresa, o crescimento está ligado ao uso de tecnologias cada vez mais sofisticadas pelos criminosos, aliado à exposição de fotos e dados pessoais nas redes sociais.

Os dados biométricos, como o rosto, funcionam como uma senha. Quando caem em mãos erradas, podem ser usados para abrir contas, contratar empréstimos ou realizar transações em nome da vítima”, explicou.

Os golpistas costumam coletar selfies e documentos em redes sociais, aplicativos de mensagens e sites falsos, ou até mesmo comprar os dados na dark web. Depois, utilizam essas informações para se passar pelas vítimas e aplicar fraudes financeiras.

“Por isso é fundamental tratar a biometria facial com o mesmo rigor dedicado a dados sensíveis, além de contar com tecnologias de verificação de vivacidade, capazes de identificar se a captura foi feita por uma pessoa real e não por uma foto, vídeo ou deepfake”, completou Caio.

Tanto consumidores quanto empresas precisam redobrar a atenção e adotar medidas de prevenção, já que a sofisticação dos golpes só cresce.

Tome cuidado

Segundo o especialista, alguns cuidados simples ajudam a evitar fraudes: nunca enviar selfies ou documentos por redes sociais e aplicativos sem segurança, desconfiar de pedidos de “atualização de cadastro” e sempre confirmar se a empresa realmente utiliza biometria para autenticação. Outros sinais que exigem atenção são cobranças de dívidas desconhecidas, notificações de contas abertas em seu nome ou movimentações financeiras suspeitas. Caso perceba que foi vítima, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência e comunicar imediatamente a instituição envolvida. Também é possível recorrer à Serasa Experian e a órgãos como o Procon.

Caio lembra que, apesar de a biometria ser cada vez mais usada para segurança, ainda falta conscientização. “Muitos brasileiros compartilham dados sensíveis sem o devido cuidado. Em um mundo digital, é urgente fortalecer a educação digital como instrumento essencial na prevenção de fraudes”, destacou.

Fonte: A Massa

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