Terceiro suspeito foi preso nesta quarta-feira (10)
O policial militar apontado como um dos principais alvos da Operação Juramento Quebrado acabou se entregando à polícia nesta quarta-feira (10), e se tornou o terceiro preso da ofensiva que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar com extorsão mediante sequestro na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Identificado como Michael Ramon Sinézio Filgueira, o PM de 36 anos era considerado foragido desde a última terça-feira (9), quando a operação foi deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. Na ocasião, dois mandados de prisão foram cumpridos, mas ele não foi localizado.
Segundo a Polícia Civil, equipes da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) mantiveram diligências em endereços ligados ao investigado desde o início da operação. Com o avanço das investigações e o cerco policial, Sinézio se apresentou no Batalhão de Polícia de Choque, em Lauro de Freitas, onde teve o mandado de prisão cumprido.
Agora, o policial permanece à disposição da Justiça.
Considerado peça estratégica
De acordo com as investigações, Michael Ramon ocupava uma posição considerada estratégica dentro da organização criminosa. A apuração aponta que ele seria responsável por atrair policiais da ativa, ex-policiais e profissionais da segurança privada para integrar o grupo investigado.
Além dele, já haviam sido presos o ex-soldado da Polícia Militar Jackson Rodrigues e Tamiris Souza Cruz, de 28 anos. Jackson foi localizado em Petrolina, no interior de Pernambuco, enquanto Tamiris foi encontrada em Arembepe, distrito de Camaçari.
Sinézio, Jackson e Tamiris, respectivamente
Conforme a investigação, Tamiris atuaria como intermediária entre integrantes da organização. Já Jackson possui antecedentes e condenações por homicídio e porte ilegal de arma de fogo.
Como o grupo agia
As investigações apontam que a quadrilha escolhia pessoas com antecedentes criminais para sequestrar. As vítimas eram capturadas em diferentes pontos da RMS e levadas para um imóvel utilizado como cativeiro em Barra de Pojuca, também em Camaçari.
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Entre os casos investigados estão o sequestro de uma vítima abordada em Mussurunga, no dia 5 de março, e outro ocorrido em Simões Filho três dias antes.
Segundo a Delegacia Antissequestro, os criminosos exigiam pagamentos para libertar as vítimas. Outros episódios semelhantes ainda estão sendo analisados.
Além dos sequestros, o grupo também é investigado por homicídios, ocultação de cadáver e possível atuação em práticas características de milícia na região de Barra de Pojuca.
A Operação Juramento Quebrado é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da DAS, com apoio de unidades da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar.